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Colapso no ensino de engenharia civil atrasa o Brasil em 50 anos

Atualizado em 22/08/2026 às 13:20 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O ensino de engenharia civil no Brasil sofreu um colapso prático que já se reflete em fissuras, recalques e responsabilidades técnicas mal assumidas, segundo o engenheiro civil e professor universitário César Zanchi Daher. Em artigo publicado na Gazeta do Povo, ele afirma que a distância entre o que se ensina e o que se constrói só aumentou nas últimas décadas.

Daher aponta duas frentes que se reforçam mutuamente: a redução progressiva da carga horária mínima dos cursos, que encolheu disciplinas essenciais como cálculo aplicado, mecânica dos solos e patologia das estruturas, e a exigência quase exclusiva de titulação de mestrado e doutorado na seleção docente, o que afastou da sala de aula profissionais com experiência prática de canteiro. Para ele, o resultado é a formação de "professores de livro", competentes em artigos acadêmicos, mas que raramente assinaram uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou tomaram decisões de obra sob pressão.

O engenheiro defende a metodologia de estudo de casos como espinha dorsal do ensino, conduzida por quem tem bagagem de canteiro, além da recomposição de cargas horárias e da valorização da experiência profissional comprovada na seleção docente. "Enquanto as universidades não resgatarem o valor da experiência de canteiro, seguiremos formando profissionais tecnicamente instruídos e, ainda assim, despreparados", afirma. A conta, conclui, quem paga é quem transita e habita o que esses engenheiros constroem.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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