Assis, Marengo: a Mongólia, exemplo da contribuição das religiões para construir a paz
O cardeal Giorgio Marengo, prefeito apostólico de Ulan Bator, afirmou que a experiência religiosa na Mongólia ajuda a compreender a contribuição das tradições de fé para a construção da paz. Em declarações à mídia vaticana, ele descreveu a sensação de quem caminha pelo país: “Na Mongólia, quando se caminha, tem-se a sensação de que o céu é mais real do que a terra. E essa é também uma mensagem que toda religião oferece ao mundo”.
Marengo relatou a audiência do Papa Leão XIV com a máxima autoridade do budismo mongol, classificada por ele como “um sinal de grande estima e amizade”. Segundo o cardeal, o encontro expressa a proximidade entre a Igreja católica e uma das principais tradições religiosas do país asiático.
A declaração foi feita no contexto das discussões sobre a atualidade do chamado “Espírito de Assis”, referência ao encontro promovido pelo Papa João Paulo II na cidade italiana em 1986, que reuniu líderes religiosos de diferentes tradições para rezar pela paz. O tema voltou ao centro do debate em Assis, onde o cardeal tratou da contribuição das religiões para a convivência pacífica entre os povos.
A presença da Igreja católica na Mongólia é apresentada por Marengo como exemplo concreto dessa contribuição. A comunidade católica local, de pequeno porte, mantém atividades de serviço e diálogo com a população e com representantes de outras religiões, em um país de tradição budista.
O relato do cardeal à mídia vaticana associa a experiência mongol ao debate mais amplo sobre o papel das religiões na promoção da paz, tema que segue na agenda do Vaticano e de encontros inter-religiosos. Detalhes adicionais sobre a audiência com a autoridade budista não constam no material disponível.
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