Amadou Hampâté Bâ, um pensamento que permanece como referência
Para o escritor e historiador malinês Amadou Hampâté Bâ (1901-1991), a história da África não poderia se limitar à era colonial — era preciso partir da antiguidade. Com essa convicção, ele dedicou a vida à recolha das tradições orais do continente, movimento que culminou na publicação de diversos volumes da coleção História Geral da África pela UNESCO.
Três décadas e meia após sua morte, o pensamento de Hampâté Bâ permanece como referência para o continente e o mundo. Sua célebre frase — "em África, um ancião que morre é uma biblioteca que arde" — segue ecoando como alerta para a importância de preservar a memória e o saber transmitidos oralmente, como destaca o cronista Filinto Elísio em texto dedicado ao autor.
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