15 papéis isentos de IR para investir agora, com taxas de até IPCA+11%
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic para 14% em agosto, e o mercado projeta ao menos mais uma redução neste ano, para 13,75%, na reunião da próxima semana. Mesmo com o ciclo de cortes em andamento, os juros seguem elevados e a curva permanece inclinada, o que mantém taxas atrativas na renda fixa e coloca em destaque os papéis isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Nesses ativos, como o investidor não paga IR sobre os rendimentos, uma taxa nominalmente menor pode render mais no líquido do que um título tributado. É preciso, porém, observar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC): LCIs e LCAs têm garantia de até R$ 250 mil por CPF, benefício que não se aplica ao crédito privado, como no caso das debêntures incentivadas.
Levantamento da XP e do Itaú BBA reúne 15 papéis isentos recomendados para setembro, com remunerações que vão de 86% do CDI, no perfil mais conservador, a IPCA + 10,96%, no mais arriscado. A seleção inclui oito CRIs, cinco debêntures incentivadas, uma CPR e uma LCI, com vencimentos entre setembro de 2027 e fevereiro de 2038.
Entre os destaques está a debênture da Águas do Rio, que oferece a maior taxa da lista (IPCA + 10,96%) e vence em setembro de 2034. A concessionária atende cerca de 10 milhões de habitantes no Rio de Janeiro, com contratos até 2056, e a tese da XP se baseia no amadurecimento operacional da concessão. O papel, porém, carrega o menor rating da relação, com perspectiva negativa, devido à elevada necessidade de investimentos e aos riscos regulatórios.
No lado mais conservador, a LCI do Banco Inter paga 86% do CDI, com vencimento em setembro de 2027. Já entre os títulos atrelados à inflação, o CRI da Rede D'Or oferece IPCA + 7,59% com duration de sete anos, sendo o papel mais longo da lista do Itaú BBA, enquanto a debênture da Engie paga IPCA + 6,7% e vence em fevereiro de 2038. As taxas são indicativas e sujeitas a variação ao longo do mês.
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