Imprensa denuncia abuso estatal
A decisão que proibiu a TV Globo de exibir a cadeira vazia do candidato do PT no debate entre presidenciáveis, dias antes do primeiro turno, provocou uma reação incomum da imprensa brasileira. A autoridade eleitoral determinou que o púlpito sem o candidato não poderia ser mostrado durante a transmissão e que os concorrentes não poderiam dirigir perguntas a ele — medidas que contrariavam as regras do debate assinadas por todos os participantes com a emissora. Diante disso, a Globo cancelou o debate presidencial.
Veículos da mídia tradicional repudiaram a decisão em uníssono. Entre os termos citados no texto-fonte estão "intervenção judicial em regras do debate da Globo" (G1), "ataque de juízes prejudica neutralidade da eleição" (Folha de S. Paulo), "decisão que impôs censura em debate da TV Globo é inédita" (O Globo) e "sem liberdade não há debate" (O Globo). A TV Globo afirmou que as decisões judiciais representam "interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais".
Segundo o texto, a imprensa não se limitou a noticiar o ocorrido: recheou a cobertura com crítica e expressou repúdio. Para o autor, trata-se de um momento de altivez da imprensa brasileira, que diagnosticou como abusiva uma decisão de Estado que beneficia o grupo político governante.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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