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TSE: informação de que 4 mil seções mudaram de lugar estava incorreta

Atualizado em 22/10/2026 às 13:20 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) corrigiu a informação divulgada no último sábado (17) de que 4.352 seções eleitorais teriam mudado de local entre o primeiro e o segundo turno desta eleição. Segundo a assessoria de imprensa do TSE, o número resultou de uma leitura equivocada dos dados, provocada por falha dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) ao alimentar o sistema da Justiça Eleitoral.

O presidente do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (Coptrel), desembargador Carlos Roberto Silva, explicou que os dados foram comparados erradamente com os da eleição de 2024. "Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026", afirmou.

Com a correção, a Justiça Eleitoral atualizou para 343 o número de seções que tiveram o local de votação modificado entre os dois turnos. Na terça-feira (20), o sistema registrava 441 seções nessa situação, quantidade que voltou a cair na atualização desta quarta-feira (21). Como novas mudanças podem ocorrer até o domingo (25), a recomendação é que o eleitor confira o local de votação antes de sair de casa, exclusivamente nos canais oficiais: o botão "onde votar" do aplicativo e-Título e os portais do TSE e dos TREs.

Ao abrir a sessão plenária do TSE na terça-feira, o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, detalhou as divergências entre os registros do sistema ELO, usado para sistematizar os dados estatísticos da Justiça Eleitoral, e os números dos próprios TREs. Enquanto o sistema indicava 38 locais de votação alterados em Minas Gerais, o tribunal estadual calculava 17 endereços modificados. No Piauí, o ELO apontava 18, mas o TRE informou apenas quatro alterações. Segundo Marques, os dados atuais representam redução de 85% no número de urnas alteradas entre o primeiro e o segundo turnos em comparação com a eleição de 2022.

As mudanças nos locais de votação são definidas pelos juízes de cada cartório eleitoral, que comunicam a necessidade ao TRE — por problemas climáticos ou de estrutura dos prédios —, e o tribunal repassa o dado ao TSE pelo sistema ELO. Carlos Roberto Silva, que também preside o TRE de Santa Catarina, afirmou que as alterações fazem parte da rotina da Justiça Eleitoral e ocorrem em todas as eleições. "Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina", disse. Ele acrescentou que a tendência é de alterações mínimas até domingo, ressalvando casos excepcionais, como chuvas de granizo que danifiquem a estrutura de um local de votação. Nos últimos dias, mensagens com links não oficiais sobre locais de votação têm circulado em grupos de WhatsApp e redes sociais, e o eleitor não deve consultá-los.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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