Trump suspende temporariamente sanções contra a Rússia para proteger o “interesse nacional”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta sexta-feira (16) uma ordem executiva que suspende temporariamente um amplo pacote de sanções aprovado pelo Congresso contra a Rússia. O argumento apresentado pela Casa Branca é o de que a medida busca proteger o "interesse nacional" americano.
A decisão afeta a lei que leva o nome do falecido senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul. O texto aprovado pelo Legislativo tinha como objetivo endurecer as sanções contra a economia russa e limitar o fluxo de recursos financeiros que ajudam a sustentar a guerra na Ucrânia.
Entre os dispositivos previstos na legislação estavam tarifas de até 100%, no prazo de 30 dias, sobre todos os produtos importados pelos EUA dos cinco maiores compradores de petróleo bruto ou gás russo. A medida também direcionava as tarifas a qualquer país que, num espaço de 30 dias após a lei entrar em vigor, adquirisse petróleo ou gás russo de forma deliberada, ou que figurasse entre as cinco nações que ajudam o Kremlin a burlar as sanções impostas.
Segundo a reportagem, a suspensão ocorre após o presidente americano demonstrar insatisfação com a gestão de Volodymyr Zelensky, apontando que ele "destruiu a Ucrânia". Trump afirmou ainda que o ditador russo, Vladimir Putin, é uma pessoa com quem é mais fácil negociar e opinou que não deve haver acordo de paz enquanto Zelensky estiver no poder.
"Acredito que ambos gostariam, na verdade, que isso [a guerra] chegasse ao fim, mas, para mim, é mais difícil lidar com Zelensky do que com Putin", disse Trump à emissora Newsmax. "Se eles chegarem a algum tipo de acordo, não será com ele. Ele não quer um acordo. Ele diz que quer, mas não quer. Não, não sou um grande admirador de Zelensky. Eles destruíram aquele país", afirmou, citando a anexação da península da Crimeia pela Rússia em 2014, quando Barack Obama presidia os EUA.
O chefe da Casa Branca havia sancionado a Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irã no mês passado. Países como a Índia, que figura como um dos maiores compradores de petróleo russo, haviam manifestado preocupações quanto à nova legislação.
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