Treze gigantes nacionais perdem quase todo o valor de mercado na Bolsa
Desde o início de 2023, grandes empresas brasileiras de setores variados acumulam perdas históricas na B3, com desvalorizações que chegam a 99,9% em alguns casos. Entre as mais afetadas estão Casas Bahia, Americanas e Azul, que enfrentam um cenário de juros altos e endividamento excessivo. Para tentar sobreviver, muitas recorreram a recuperações judiciais, processos que frequentemente sacrificam o capital dos antigos acionistas.
A Sequoia Logística lidera o ranking negativo, com queda de 99,99%, passando de R$ 586 para R$ 0,07 por ação. Na sequência aparecem a incorporadora Gafisa, com recuo de 99,92%, e a companhia aérea Azul, que perdeu 99,91% do valor original. Gol, Lojas Americanas e Casas Bahia também registraram perdas superiores a 99%, refletindo crises profundas em seus modelos de negócio.
O colapso simultâneo de tantas marcas tem um vilão comum: o ambiente de juros elevados, que encarece o crédito e dificulta o refinanciamento de dívidas antigas. Para evitar a falência, muitas empresas entraram em recuperação judicial ou extrajudicial, o que costuma levar à reestruturação societária e ao grupamento de ações, com diluição agressiva para os acionistas. A Oi, por exemplo, teve a falência decretada pela Justiça após tentativas fracassadas de reestruturação, enquanto a Gol deixou de negociar suas ações na B3 em março de 2026, após recuperação judicial nos Estados Unidos.
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