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Taxas dos DIs sobem em novo dia de alta para os rendimentos dos Treasuries

Atualizado em 24/09/2026 às 22:20 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quinta-feira em alta, acompanhando o movimento do mercado externo. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,675%, com avanço de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,573% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 subiu 3 pontos-base, a 14,065%, contra 14,039% na véspera.

O movimento foi conduzido pela aceleração dos rendimentos dos Treasuries ao longo da manhã. O retorno do título norte-americano de 30 anos atingiu durante o dia o maior nível desde 2004, refletindo a precificação de uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com impactos sobre a inflação e a atividade. As tensões permanecem elevadas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, atribuir aos EUA e a Israel a responsabilidade por alimentar a instabilidade global.

Após marcar a mínima de 13,550% (-2 pontos-base) às 10h12, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,685% (+11 pontos-base) às 12h52, horário em que os rendimentos dos Treasuries também renovaram as máximas do dia, em meio a preocupações com a inflação nos EUA e à perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve. No exterior, por volta das 16h33, o rendimento do Treasury de dez anos subia 7 pontos-base, a 5,187%, enquanto o papel de 30 anos avançava 7 pontos-base, para 5,473%. O petróleo Brent subia 4,22%, aos US$ 107,43 o barril.

No Brasil, o Banco Central atualizou suas projeções econômicas no Relatório de Política Monetária. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 2,0% para 1,8%, e a projeção para o próximo ano é de 1,4%. Em entrevista sobre o relatório, o diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do BC, Paulo Picchetti, afirmou que a instituição faz uma calibração da taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, e que os juros serão mantidos em níveis restritivos. "As taxas ainda estão e vão ser mantidas em patamares restritivos para atender nosso compromisso de conduzir a inflação para a meta", disse Picchetti, que acumula a Diretoria de Política Econômica do BC.

Entre os analistas, a desaceleração da atividade tem sido citada como um dos fatores que favorecem novos cortes da Selic. A curva de DIs precifica de forma majoritária um novo corte de 25 pontos-base em novembro, mas profissionais ouvidos pela Reuters ponderam que isso dependerá em grande parte do cenário pós-eleitoral. Os investidores seguiram atentos à disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparecem tecnicamente empatados nas pesquisas mais recentes, com novo levantamento do Datafolha previsto para o início da noite. No noticiário local, destaque para nova fase da operação Carbono Oculto, deflagrada pela Receita Federal e pelo Ministério Público de São Paulo para apurar suposto esquema de lavagem de dinheiro na compra de uma grande distribuidora de combustíveis.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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