Roubo de 30 mil garrafas em vinícola italiana pode ser o maior da história do vinho
Ladrões encapuzados levaram cerca de três horas, em uma noite de sábado, para esvaziar o depósito da vinícola Marchesi Antinori, em Cortona, na Toscana, na Itália. Foram aproximadamente 30 mil garrafas de alguns dos vinhos mais cobiçados do país, segundo informações divulgadas pela empresa.
O sistema de alarme não disparou. De acordo com Lorenzo Vivoli, do departamento de comunicação da Antinori, os alarmes haviam sido desativados de dentro do prédio na véspera do roubo. "Foi como se eles já soubessem de tudo", afirmou. Os criminosos chegaram em dois caminhões, e as garrafas já estavam embaladas e prontas para envio aos mercados de exportação.
Segundo Vivoli, foram levadas cerca de 10 mil garrafas de cada um dos rótulos Tignanello, Solaia e Guado al Tasso, todos da safra de 2023. Considerando preços médios de varejo nos Estados Unidos, o lote roubado vale aproximadamente US$ 8,2 milhões (cerca de R$ 45 milhões). Para os mercados europeus, a Antinori estimou o prejuízo em cerca de € 5 milhões (aproximadamente R$ 32 milhões).
"É o maior roubo da história do vinho", disse Vivoli. "Nunca houve nada dessa magnitude." O CEO da Antinori, Renzo Cotarella, classificou o caso como um roubo sem precedentes para a indústria do vinho na Itália, realizado por um grupo "claramente altamente organizado e muito bem preparado". O recorde anterior no país havia sido um roubo em Cervia, em 2017, avaliado em € 750 mil.
A empresa ainda não sabe como os alarmes foram desativados, e a investigação policial continua. Nenhum suspeito foi identificado e ninguém foi preso até o momento. A Antinori possui imagens de câmeras de segurança, mas a polícia pediu que não fossem divulgadas enquanto a apuração estiver em andamento. A empresa afirma que está alertando parceiros e clientes nos 170 países para os quais exporta sobre ofertas feitas fora dos canais oficiais.
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