Review do iPhone Duo: um novo capítulo que redefine o propósito de um smartphone
O iPhone Duo, primeiro dobrável da Apple, chega ao mercado com a proposta de unir tablet e smartphone em um único aparelho. Vendido por US$ 2.000 nos Estados Unidos e a partir de R$ 21.999 no Brasil, o modelo foi lançado na sexta-feira (23) e teve seus estoques esgotados minutos após a abertura das vendas online, segundo relato do repórter que testou o produto. Pedidos feitos agora só devem ser entregues em 2027.
Fechado, o Duo tem tela externa de 5,4 polegadas para uso como celular convencional. Aberto, revela uma tela interna de 7,6 polegadas e se transforma em tablet. É justamente nesse formato que o aparelho se destaca, de acordo com a análise: para assistir a filmes, ver fotos, ler livros e escrever e-mails, o desempenho foi muito bom. A tela maior também permite dobrar o aparelho em um ângulo de 90 graus e apoiá-lo como um minilaptop, sem precisar segurá-lo.
Como todo dobrável, o Duo exige concessões. A tela externa compacta dá ao aparelho aparência elegante, mas ele parece grosso e atarracado, o que torna desconfortável o uso com uma só mão — ao digitar uma mensagem, o repórter não conseguia alcançar algumas letras com o polegar. A câmera não tem lente teleobjetiva, portanto não oferece o mesmo zoom do iPhone 18 Pro, de US$ 1.200, embora as fotos tenham ficado muito boas. Também não há reconhecimento facial: o desbloqueio depende de um sensor de impressão digital no botão lateral, o que torna o processo mais lento.
Na leitura, os livros digitais se mostraram agradáveis no Duo, e os quadrinhos exibiram imagens nítidas e vibrantes, com o acabamento fosco da tela reduzindo reflexos. Em vídeos, conteúdos filmados em proporção que ocupa grande parte da tela tiveram ótima aparência, enquanto filmes em widescreen exibiram faixas pretas espessas. No trabalho, o aplicativo de e-mail aproveitou bem a interface: fechado, mostra uma lista de mensagens; aberto, exibe os e-mails à esquerda e o conteúdo à direita.
A conclusão da análise é que passageiros que passam muito tempo em trens, ônibus e aviões, leitores vorazes e quem assiste muita televisão provavelmente vão gostar do Duo. Os demais podem se frustrar com um smartphone apenas razoável, ainda que diferente. Para o repórter, a maioria dos consumidores tenderá a abrir o aparelho e usá-lo principalmente como tablet — e o conceito dos dobráveis se sustenta por oferecer telas maiores sem aumentar muito o volume do dispositivo.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar