Renda extra, aposentadoria e mais: 13 ETFs para começar a investir
13 ETFs para começar a investir: da reserva de emergência à aposentadoria
Montar uma reserva de emergência, proteger o poder de compra da inflação ou receber dividendos com regularidade são objetivos distintos, e cada um pede um ativo diferente. Para quem tem perfil iniciante e quer resolver isso sem escolher papel por papel, uma seleção da XP Research listou 13 ETFs negociados na B3 que atendem a sete finalidades diferentes, com aporte único e a praticidade de comprar uma ação.
A seleção foi organizada pelos estrategistas Rachel de Sá, Mayara Rodrigues, Raphael Figueredo e Maria Irene Jordão. Os ativos podem ser alocados individualmente ou em conjunto, mas não formam uma carteira recomendada — a indicação de cada ETF se restringe ao objetivo em que ele aparece. A lista chega em um momento em que a XP vê dois vetores dominando o cenário global: a persistência de juros elevados e a volatilidade em torno da temática de inteligência artificial (IA).
Para a parcela mais defensiva do patrimônio, a reserva de emergência, a casa indica o NLFA11, que acompanha o ILFA, índice de letras financeiras da Anbima, e o LTBX11, que combina Letras Financeiras do Tesouro e NTN-Bs. Na proteção contra inflação, aparecem três nomes: IB5M11, que investe em títulos públicos atrelados ao IPCA com vencimentos acima de cinco anos; BDAP11, que acompanha os juros reais no Brasil por meio de contratos atrelados ao IPCA; e XB3511, que segue títulos públicos indexados à inflação com vencimento em 2035.
O bloco de renda recorrente reúne três fundos: NDIV11, que acompanha o Ibov Smart Dividendos; DIVD11, com referência no IDIV, índice da B3 que seleciona as companhias que mais distribuem dividendos; e SPYI11, que acompanha o S&P 500 com foco em gerar renda extra por meio de estratégia com opções. Para horizontes mais longos, a XP aponta o GOAT11, que combina juros reais brasileiros e grandes empresas americanas; o XB4511, que investe em Tesouro IPCA+ com vencimento em 2045 e reinveste os pagamentos automaticamente; e o XB6011, que acompanha títulos públicos indexados à inflação de vencimento longo.
O último bloco trata da diversificação, com dois ETFs de ouro que se diferenciam pela exposição cambial. O GOLD11 segue o preço do metal em dólar, enquanto o GOLX11 oferece a mesma exposição com proteção cambial. A XP mantém recomendação estrutural para alocação em ouro, reforçando o papel do metal como proteção contra inflação no longo prazo e como ativo de refúgio em momentos de risco geopolítico elevado, além de contribuir para reduzir a correlação entre classes de ativos e o risco total do portfólio.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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