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Redes criminosas chinesas usam golpes digitais para ameaçar segurança dos EUA

Atualizado em 10/10/2026 às 13:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, divulgado em 8 de outubro, aponta que organizações criminosas transnacionais, lideradas majoritariamente por chineses, transformaram golpes online em operações de escala industrial. Segundo o documento, o esquema utiliza trabalho forçado, atinge mais de 125 países e causou um prejuízo recorde de US$ 18,2 bilhões aos americanos em 2025, sendo classificado como ameaça direta à segurança nacional.

De acordo com o relatório, essas organizações funcionam como indústrias do crime, operando a partir de complexos vigiados. Elas recrutam pessoas de cerca de 80 países por meio de anúncios falsos de emprego e as submetem ao trabalho forçado. As vítimas são mantidas presas sob violência, exploração sexual e forte intimidação, sendo obrigadas a aplicar golpes em cidadãos de todo o mundo. Os principais focos são esquemas de romance virtual, plataformas de jogos de azar fraudulentas e falsos investimentos em criptomoedas.

O impacto é global. Embora tenham surgido no Sudeste Asiático, essas redes se expandiram para a África, o Oriente Médio, a Europa e a América Latina. Estima-se que pessoas em mais de 125 países tenham sido enganadas. Somente nos Estados Unidos, as perdas somaram pelo menos US$ 18,2 bilhões no último ano. O relatório destaca que esse volume financeiro desestabiliza comunidades locais e financia outras atividades ilícitas, criando um ciclo de instabilidade que afeta a economia global.

O documento cita nominalmente 12 governos que possuem uma política ou padrão de tráfico de pessoas patrocinado pelo Estado. Entre eles estão China, Rússia, Coreia do Norte, Irã e Venezuela. Esses países são acusados de usar o trabalho forçado em programas financiados pelo governo, como em serviços médicos ou outros setores da economia. O relatório também menciona a exploração sistemática de minorias e o recrutamento de crianças em conflitos armados, classificando essas nações no nível mais baixo de comprometimento com a erradicação da escravidão moderna.

Para combater o problema, os Estados Unidos utilizam o Relatório sobre Tráfico de Pessoas (TIP Report) como ferramenta de pressão diplomática e econômica. Países classificados no Nível 3, o mais baixo da lista, podem sofrer restrições em assistências financeiras e de segurança enviadas pelos americanos. O objetivo é forçar esses governos a adotarem padrões mínimos de proteção às vítimas e punição severa aos traficantes. Representantes do governo reforçam que a escravidão moderna é um ataque à dignidade humana e que o país deve usar todos os recursos disponíveis para expor e acabar com essas redes transnacionais.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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