Quem são os cotados para a equipe econômica do eventual governo Flávio Bolsonaro
Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições e a probabilidade crescente de o candidato chegar à Presidência, começam a circular nos bastidores nomes cotados para a equipe econômica de um eventual governo do senador. Entre os possíveis indicados estão membros de sua equipe de campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL).
O senador já declarou que pretende reduzir a estrutura do primeiro escalão, dos atuais 39 para 27 ministérios. Em agosto, a coordenadora da área econômica da campanha do PL, Daniella Marques, afirmou que um eventual governo de Flávio terá entre 20 e 25 pastas.
Fazenda
Entre operadores do mercado financeiro, um dos nomes citados para a Fazenda é o de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e atual sócio da gestora QSM Capital. No fim de agosto, seu nome foi sugerido ao senador por um grupo de banqueiros, investidores e empresários, com apoio atribuído ao irmão do candidato, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Kayath, no entanto, nega ter discutido a indicação. "Eu nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos. Nunca tivemos essa conversa", afirmou em entrevista à CNN Brasil. Em setembro, à Gazeta do Povo, disse que um cargo como esse só faz sentido se houver condições políticas para implementar uma agenda consistente.
Outro nome apontado por pessoas próximas a Flávio para a Fazenda é o de Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, com carreira concentrada em banco de investimento, assessoria a empresas e transações no mercado de capitais. Considerado um gestor "liberal pragmático", com habilidade para construir pontes, ele exigiria, caso o senador vença a eleição, aguardar trâmites internos do banco americano para confirmar sua ida ao ministério.
Também teria sido sondado para a Fazenda o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que comandou a autoridade monetária entre 2019 e 2024 por indicação de Jair Bolsonaro. Antes do BC, construiu carreira no setor financeiro, com passagem pelo Santander, e depois passou a atuar no Nubank como vice-presidente do conselho e responsável global por políticas públicas. Segundo a apuração, sua citação no caso do Banco Master teria tornado sua entrada na equipe menos interessante para a campanha.
Para a área econômica também é lembrado Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual e secretário do Tesouro Nacional entre 2018 e 2020, nos governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro, período em que participou da formulação e execução da política fiscal federal. Sua atuação é associada ao acompanhamento das contas públicas, do orçamento e da sustentabilidade da dívida.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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