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Quem são e o que querem os nanicos na disputa presidencial em 2026

Atualizado em 28/09/2026 às 13:50 schedule 4 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Enquanto os candidatos mais competitivos disputam o Palácio do Planalto, um grupo de legendas pequenas enxerga na eleição presidencial de 2026 uma disputa por algo que não se conquista na urna eletrônica: espaço, exposição nacional, sobrevivência partidária ou a chance de levar uma ideia a milhões de eleitores. Para esses partidos, a candidatura funciona como vitrine nacional, apresentando um nome ao eleitorado, testando uma mensagem ou construindo uma trajetória política.

No campo da esquerda, a hegemonia pertence ao PT, e siglas menores como PCO, PCB, PSTU e UP aproveitam a eleição para levar ao debate projetos ideológicos que dificilmente encontrariam espaço entre as candidaturas competitivas. O programa do candidato Rui Costa Pimenta, do PCO, afirma que "as eleições são uma tribuna de propaganda das reivindicações fundamentais da população explorada" e que, para o partido, o pleito é "um terreno secundário da luta da classe operária". O PCO tem base teórica no trotskismo, assim como o PSTU do candidato Hertz Dias; em ambos os casos, as lideranças originais foram expulsas do PT por divergências. Já entre os marxistas-leninistas estão o UP, de Samara Martins, e o PCB, de Edmilson Costa, que usam a campanha para divulgar ideais como o "rompimento da classe trabalhadora com a burguesia".

Há também candidatos que enfrentaram outros obstáculos para chegar às urnas. Leonardo Avalanche (PRTB) entrou na disputa como vice de Pablo Marçal, mas foi alçado à cabeça de chapa após a Justiça Eleitoral confirmar a inelegibilidade do influenciador. Com quase meio bilhão de reais declarados ao TSE, ele participa de sua segunda eleição — em 2018, recebeu 173 votos ao concorrer a deputado federal pelo Podemos goiano. Em 2024, assumiu a presidência do PRTB após disputas internas que seguiram a morte do fundador, Levi Fidelix, e coordenou a campanha de Marçal à prefeitura de São Paulo. A viúva de Levi, Aldineia Fidelix, tentou anular a eleição da direção nacional, e supostas irregularidades levaram o então presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, a determinar intervenção no partido. Avalanche sempre negou as acusações, que incluem suspeita de desvio de R$ 750 mil do fundo eleitoral e alegações de envolvimento com o PCC, também negadas por ele.

No DC, Clariana Barão é novidade: nunca, desde a fundação da legenda em 1995, outro nome além de Eymael foi candidato do partido. A advogada, presidente estadual do DC no Mato Grosso, é o "Plano C" — o "Plano A" era o ex-deputado e ex-ministro Aldo Rebelo, substituído em maio, e o "Plano B", o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, que desistiu. Rebelo judicializou sua pré-candidatura e foi expulso sumariamente após criticar a direção. A vice na chapa é a advogada Fabiana Torquato.

Já o Veterinário Wilson Grassi representa o Democrata, legenda que até dezembro de 2025 se chamava Partido da Mulher Brasileira (PMB). Fundado em 2008 por Suêd Haidar e reconhecido pelo TSE em 2015, o partido abrigou, logo após o registro, um senador e 22 deputados federais — dos quais 20 eram homens. O TSE rejeitou as tentativas de mudar o nome para "Brasil 35" e "Por Mais Brasil" e autorizou, em dezembro de 2025, a renomeação para Democrata. Grassi, que tem Suêd Haidar como vice, nunca recebeu mais do que 4.517 votos, resultado de 2006, quando disputou a Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PFL.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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