— Carregando clima…
Última Hora
• Inadimplência do aluguel cai a menor nível em 3 anos, mostra estudo • Prejuízo com roubo de canetas para emagrecimento leva farmácias a se unir à polícia • Queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bi aos lucros da Bolsa; utilities lideram ganhos • Pesquisa Quaest e balanços da WEG, Meta e Tesla: o que vai mexer com os mercados hoje • Dow Jones Futuro sobe após resultados da SpaceX aliviarem temores sobre IA • De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor • Foi promovido? Conheça o erro que pode comprometer seu sucesso no novo cargo • Papa: obrigado a Deus pela generosidade e aos fiéis pelas orações • Inadimplência do aluguel cai a menor nível em 3 anos, mostra estudo • Prejuízo com roubo de canetas para emagrecimento leva farmácias a se unir à polícia • Queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bi aos lucros da Bolsa; utilities lideram ganhos • Pesquisa Quaest e balanços da WEG, Meta e Tesla: o que vai mexer com os mercados hoje • Dow Jones Futuro sobe após resultados da SpaceX aliviarem temores sobre IA • De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor • Foi promovido? Conheça o erro que pode comprometer seu sucesso no novo cargo • Papa: obrigado a Deus pela generosidade e aos fiéis pelas orações
Ver Todas

Queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bi aos lucros da Bolsa; utilities lideram ganhos

Atualizado em 21/10/2026 às 10:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Um levantamento do Itaú BBA aponta que a perspectiva de queda dos juros no Brasil pode impulsionar os resultados das empresas listadas na Bolsa. Segundo o estudo, cada corte de 1 ponto percentual nos custos da dívida doméstica das companhias que compõem o índice IBX teria potencial para elevar em cerca de R$ 4,9 bilhões o lucro líquido projetado para 2027, o equivalente a um avanço de 0,9% nos ganhos agregados.

O banco mapeou a exposição das companhias mais líquidas da Bolsa a dívidas atreladas ao CDI e à inflação (IPCA), descontando o caixa disponível. Foram identificados R$ 742 bilhões de exposição líquida à dívida doméstica. Em um cenário de corte de 300 pontos-base na Selic combinado com redução de 150 pontos-base na inflação implícita, o impacto chegaria a cerca de R$ 12,6 bilhões adicionais aos lucros, ou 2,3% dos resultados estimados para 2027.

Na análise setorial, as utilities aparecem como as principais beneficiárias de um ciclo de queda dos juros, com aumento de 4,6% nos lucros para cada redução de 100 pontos-base nos custos da dívida doméstica. Na sequência vêm os setores industrial, com ganho potencial de 4,3%, e saúde, com 3,9%. Empresas de consumo discricionário também se beneficiariam, embora em menor intensidade, com impacto de 1,6% nos lucros.

Em termos absolutos, as utilities concentram quase metade do benefício total calculado pelo banco: o setor responderia sozinho por R$ 2,3 bilhões dos R$ 4,9 bilhões de ganho projetados para o IBX no cenário de redução de 100 pontos-base. Juntamente com as empresas industriais, o segmento representa cerca de 64% de todo o efeito positivo estimado. O relatório mostra ainda que a maior parte do ganho vem da redução dos juros pós-fixados: cerca de 71% do benefício total está ligado às dívidas atreladas ao CDI, e o restante decorre dos papéis indexados ao IPCA.

No recorte por empresa, a maior sensibilidade aos juros aparece na Simpar (SIMH3), cujo lucro projetado poderia subir 39,5% com um corte de 100 pontos-base nos custos da dívida. Em seguida aparecem Cosan (CSAN3), com 30,4%, Marfrig (MRFG3), com 28,2%, Minerva (BEEF3), com 25,7%, e Ecorodovias (ECOR3), com 24,7%. Entre os maiores volumes absolutos de dívida doméstica estão Auren (AURE3), com R$ 57,5 bilhões, Equatorial (EQTL3), com R$ 57,2 bilhões, Cosan, com R$ 47,8 bilhões, Simpar, com R$ 45,8 bilhões, e Sabesp (SBSP3), com R$ 44,7 bilhões. A Equatorial combina elevado endividamento local e forte impacto potencial: cada corte de 100 pontos-base nos juros poderia elevar seu lucro em 14,4%.

Nas dívidas indexadas à inflação, os maiores beneficiários de uma queda dos juros reais pertencem principalmente aos setores de energia e infraestrutura. A Ecorodovias lidera, com potencial de alta de 24,7% nos lucros para cada redução de 1 ponto percentual no custo desses papéis, seguida por Eneva (ENEV3), Motiva (MOTV3), ISA Energia (ISAE4) e Taesa (TAEE11). Na avaliação do banco, o estudo reforça a importância do ciclo de juros para a Bolsa: além do efeito tradicional sobre valuations, a redução da Selic pode impulsionar diretamente os resultados corporativos pela queda das despesas financeiras, beneficiando sobretudo companhias mais alavancadas e com maior exposição à dívida doméstica.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Economia Inadimplência do aluguel cai a menor nível em 3 anos, mostra estudo A inadimplência dos aluguéis no Brasil caiu para 2,93% em setembro, o menor patamar desde abril de 2023,… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra