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Protestos contra o custo de vida na Alemanha terminam em violência e lojas saqueadas

Atualizado em 02/11/2026 às 09:35 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Lojas foram saqueadas no centro de Frankfurt na noite de sábado (31/10), em meio a confrontos registrados em cidades alemãs durante protestos contra o alto custo de vida. Além de Frankfurt, centro financeiro do país, houve episódios de violência em Berlim, Colônia e Hamburgo. A polícia informou que usou jatos d'água para dispersar manifestantes que atacavam equipes de emergência com fogos de artifício, pedras e garrafas.

Milhares de pessoas participaram das manifestações, em grande parte pacíficas, mais cedo no mesmo dia. Os atos foram organizados pelo movimento Gen Z regelt ("a geração Z assume o controle", em tradução livre) e foram motivados pela falta de investimentos nas escolas, pelo alto custo de vida, pelos cortes nos gastos públicos e pelo serviço militar. A porta-voz do movimento, Lina Friedrich, afirmou que as manifestações tinham como objetivo "lutar pela paz e pela liberdade, e não pela guerra e pela coerção". Segundo ela, a prioridade é melhorar o apoio aos sistemas de saúde e educação, com oposição ao serviço militar obrigatório e defesa de uma distribuição mais justa dos encargos.

Na noite de sábado, a polícia de Frankfurt informou que "tumultos violentos" ocorriam no centro da cidade e que unidades especiais foram mobilizadas. Vitrines de várias lojas foram quebradas e coquetéis molotov foram lançados contra equipes de emergência. A vitrine de uma loja de armas foi destruída e duas armas foram apreendidas após a prisão de um suspeito. Outros estabelecimentos foram invadidos e produtos como tênis foram roubados. Um grande trecho da principal rua comercial da cidade foi isolado, e muitas pessoas foram presas, segundo um porta-voz da corporação.

O ministro do Interior do estado de Hesse, Roman Poseck, afirmou que "cerca de 100 extremistas de esquerda claramente identificados" se infiltraram no protesto em Frankfurt e classificou como "vergonhosa" a forma como as manifestações terminaram. Ele citou as imagens de saques e ataques registrados na França e disse que o país não deve ser considerado um modelo nesse sentido. Em Colônia, agentes foram atacados perto da principal estação ferroviária, com garrafas e até uma bicicleta arremessadas contra eles. Em Berlim, uma manifestação menor realizada à noite deixou 27 policiais feridos e resultou na detenção temporária de até 56 pessoas. Em Hamburgo, pessoas vestidas de preto soltaram fogos de artifício e incendiaram barricadas; a emissora pública NDR informou que 120 pessoas foram presas. A polícia afirmou que a situação se acalmou durante a madrugada de sábado para domingo.

As autoridades de Frankfurt, Munique e Berlim estimaram em até 18 mil o número de manifestantes, cerca de metade do previsto pelos organizadores em seu site, enquanto a imprensa alemã relatou dezenas de milhares de pessoas nas ruas. No domingo, o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, disse ao jornal Bild que a polícia conseguiu impedir durante a noite episódios de violência como os registrados em Paris nas últimas semanas, e defendeu "punições severas" para os envolvidos em tumultos e saques. Os protestos na Alemanha ocorreram no mesmo dia que manifestações em massa na França, onde mais de 320 mil pessoas foram às ruas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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