Príncipe Nahyan pede restauração do Estreito de Ormuz a status sem imposição de taxas
O príncipe e vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, defendeu que a liberdade de navegação seja garantida em todas as vias navegáveis internacionais. A declaração foi feita neste sábado (26), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Entre as rotas citadas por Nahyan estão o Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Segundo ele, é necessário restaurar a situação no Estreito de Ormuz ao seu status anterior ao século 20, sem a imposição de taxas ou restrições.
O príncipe afirmou que os países da região podem rejeitar o uso, por qualquer parte, dessas vias navegáveis vitais como ameaça ou pressão coercitiva para prejudicar os interesses dos Estados, com base no direito internacional e nas resoluções relevantes da ONU.
Nahyan também declarou que os Emirados Árabes Unidos e outros países da região têm sido alvo de ataques do Irã, segundo ele, contra sua segurança, recursos e instalações civis e econômicas. O príncipe reiterou o direito de proteger a segurança e a soberania do país, seus cidadãos e residentes, além de seus recursos nacionais e globais, e conclamou a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades diante de ameaças à paz e à segurança internacionais.
Para o vice-primeiro-ministro, a segurança da região do Golfo é parte integrante da segurança regional e internacional. Ele afirmou que a estabilidade da região está diretamente ligada à segurança energética global, à estabilidade do comércio internacional e à resiliência das cadeias de suprimentos globais.
Nahyan pediu ainda que os países do Oriente Médio não tenham acesso livre a armas de destruição em massa e que programas nucleares pacíficos estejam sujeitos a supervisão, verificação e salvaguardas internacionais, de modo a aumentar a confiança e preservar a segurança regional e internacional.
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