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Por que empresas de IA estão destruindo milhares de livros antigos ao redor do mundo

Atualizado em 13/08/2026 às 20:35 schedule 2 min de leitura visibility 11 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Por que empresas de IA estão destruindo milhares de livros antigos ao redor do mundo

Sebos de diversos países têm registrado um aumento incomum na procura por livros antigos. O que parecia ser uma boa notícia para o comércio de obras usadas, no entanto, esconde um problema: grande parte desses volumes está sendo comprada em massa e, em seguida, destruída. O motivo está ligado ao avanço da inteligência artificial (IA).

Empresas do setor tecnológico estão adquirindo acervos inteiros de livros raros e esgotados para alimentar bancos de dados usados no treinamento de modelos de linguagem. O objetivo é extrair o conteúdo textual dessas obras para melhorar a capacidade de compreensão e geração de respostas das máquinas. Após a digitalização das páginas, os livros físicos perdem o valor para essas companhias e acabam descartados.

O movimento preocupa livreiros e colecionadores, que veem na prática uma perda irreparável de patrimônio cultural. Muitos desses volumes não possuem versões digitais e, uma vez destruídos, o conhecimento que carregam pode se tornar inacessível para futuras gerações. Além disso, a alta demanda fez com que os preços de obras antigas disparassem em vários mercados, dificultando o acesso de pesquisadores e bibliófilos.

Especialistas apontam que a destruição em massa ocorre porque, após o processo de digitalização, as empresas não têm interesse em armazenar ou revender o material físico. O descarte, muitas vezes, é feito de forma silenciosa, sem aviso prévio aos vendedores. A prática levanta debates sobre os limites éticos do uso de acervos culturais para fins comerciais e sobre a necessidade de preservação do conhecimento impresso.

Enquanto a tecnologia avança, a comunidade ligada ao mercado de livros usados tenta encontrar formas de proteger esses acervos. Algumas iniciativas já discutem a criação de contratos que impeçam a destruição das obras após a compra, mas, até o momento, não há uma solução definitiva para conter o problema.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial, a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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