PGR foi contrária a investigação sobre suposta intervenção dos EUA nas eleições
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a abertura de um inquérito para apurar uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O entendimento do órgão foi de que não havia provas ou elementos mínimos que justificassem a formalização de uma investigação.
Com essa posição, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que a apuração fosse instaurada. O mesmo ofício, no entanto, foi encaminhado à Polícia Federal, que adotou entendimento oposto ao da PGR.
Neste domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que a corporação iniciou uma investigação para apurar a possível interferência. Segundo ele, o documento passou pela análise da área técnica da PF e foi enviado à Diretoria de Inteligência.
A Polícia Federal também apura informações sobre um possível ataque recebidas da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. No sábado (3), agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
A investigação da PF sobre a suposta intervenção americana já provocou reação entre parlamentares da base aliada do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Nas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que, caso o candidato do PL vença nas urnas, “a esquerda” vai alegar interferência americana e contestar o resultado. Em publicação na rede X, o deputado destacou que fez a afirmação para “ficar registrado” antes do início da apuração dos votos, que começa após o fechamento das urnas eletrônicas às 17h.
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