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Pesquisas eleitorais, debate e fiscal: o que pode mexer com o Ibovespa até 2º turno?

Atualizado em 20/10/2026 às 09:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Ibovespa encerrou a sessão da última segunda-feira (19) com leve queda de 0,17%, aos 205.079,25 pontos, no primeiro pregão da última semana antes do segundo turno. A estabilidade do índice escondeu movimentos fortes entre as ações: a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou, em ajuste após ganhos recentes e com a baixa do petróleo, enquanto as cíclicas foram favorecidas por revisões de recomendação.

Na avaliação do BB Investimentos, o índice parece ter encontrado um novo patamar de precificação, em torno do qual deve oscilar ao longo da semana, entre 204 mil e 207 mil pontos. Em relatório a clientes, os analistas afirmaram que a proximidade do segundo turno deve manter o padrão de volatilidade elevado, o que torna esse intervalo de preços um suporte e uma resistência fracos, mesmo no curtíssimo prazo. A acomodação vem após o índice acumular declínio de 1,74% na semana anterior, depois da reação positiva ao desfecho do primeiro turno, quando renovou recordes.

Para o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, a semana deve ser de bastante cautela, sem grandes movimentos, caso não haja mudança de sinal muito grande nas pesquisas. Ele avalia ainda que o investidor estrangeiro pode ficar mais cauteloso nos próximos dias, a menos que surja alguma sinalização que garanta chance de vitória de Flávio muito maior do que a já precificada. No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de maior controle das contas públicas, mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste.

Operadores também citam preocupação com a falta de detalhamento sobre o plano fiscal de Flávio Bolsonaro (PL), após o debate na TV Band no domingo, marcado mais por provocações do que por exposição de propostas, tanto do senador quanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar demais; Lula perguntou se o adversário adotará o modelo econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, e destacou o aumento da pobreza no país vizinho. Para o economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, Leonardo Mendes, o mercado ajustou preços entre realizar lucros do primeiro turno e montar posições para o segundo, de olho no debate e em pesquisas que mostram empate técnico. Ele avalia que o debate teve pouca fala de política econômica.

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou redução de 2,8 para 0,6 ponto percentual da diferença entre Flávio e Lula no segundo turno: o senador tem 46,5% das intenções de voto e o presidente, 45,9%. Com margem de erro de 2 pontos, há empate técnico. O levantamento da Atlas apontou queda de 5,4 para 2,2 pontos da vantagem de Flávio, com 49,8% contra 47,6% — liderança além da margem de 1 ponto. A PoderData/Aya mostrou Flávio com 52% e Lula com 48%, margem de 1,8 ponto. Novas pesquisas devem movimentar o mercado: Real Time Big Data na terça, Datafolha na quinta e Ipespe na sexta. Na análise gráfica do Itaú BBA, o índice mantém tendência de alta, com resistência em 209.700 pontos e suporte em 203 mil pontos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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