Para a CNBB, redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas para a segurança pública
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reafirmou sua posição contrária à redução da maioridade penal. Os bispos recordam a carta enviada aos parlamentares em junho deste ano, na qual alertam que a medida não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública.
No documento, a CNBB sustenta que o caminho para um país mais seguro passa por investimentos em outras áreas. Para o Conselho Permanente, "o Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes".
A manifestação retoma o teor da carta encaminhada aos parlamentares em junho, quando a entidade já havia se posicionado sobre o tema. Na avaliação dos bispos, a redução da maioridade penal não ataca as raízes da violência e tampouco garante resultados consistentes no campo da segurança pública.
O Conselho Permanente defende, em vez disso, que o enfrentamento da violência seja feito por meio de políticas voltadas à proteção, à educação e à promoção dos jovens. Segundo a CNBB, é esse conjunto de medidas que pode oferecer respostas duradouras para a segurança da população.
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