Papa Leão conclui viagem ao Uruguai: “Deus deve ocupar o primeiro lugar na vida”
O Papa Leão XIV concluiu neste domingo sua visita ao Uruguai, primeira etapa de sua Viagem Apostólica internacional, que segue agora para a Argentina e, depois, para o Peru. O avião papal decolou do aeroporto internacional de Montevidéu às 15h52, hora local, com chegada prevista a Buenos Aires por volta das 16h30. No aeroporto, o pontífice foi aguardado pelo presidente uruguaio, Orsi.
Antes da partida, o Papa celebrou missa em Florida, aos pés da imagem de Nossa Senhora dos Trinta e Três, no dia da padroeira do país. Na homilia, dirigiu um apelo a um país secularizado: “Deus deve ocupar o primeiro lugar na vida”. O pontífice recordou que “o Senhor nos ensinou que a semente pode crescer sem que o semeador saiba como” e pediu a mães e avós que “nunca se cansem de transmitir a fé”, pregando “com a vida e com as palavras” e persistindo “na oração, no amor e na esperança”.
Leão XIV acrescentou que, mesmo quando entes queridos parecem distantes de Deus, as famílias devem continuar a apresentá-los a Ele, sem deixar de abençoá-los e acompanhá-los. “Há portas que vocês não podem abrir, mas Deus sim”, afirmou. Ao agradecer a todos que tornaram possível a visita, disse que, embora o Uruguai seja um país relativamente pequeno, seu povo tem “um coração generoso e é capaz de fazer coisas muito grandes”.
A viagem começou na sexta-feira, 6 de novembro, após um voo de mais de treze horas saindo de Roma. No primeiro encontro, na Praça da Independência, no centro de Montevidéu, o Papa foi recebido pelo presidente Orsi, pela vice-presidente Carolina Cosse e por outras autoridades nacionais, além de uma multidão de fiéis. Estavam presentes os ex-presidentes Julio María Sanguinetti, Luis Alberto Lacalle Herrera e Luis Lacalle Pou.
No sábado, o pontífice celebrou a primeira missa em terras uruguaias, no Parque Paris Londres, em Paysandú, com a presença de mais de 40 mil fiéis. Na ocasião, improvisou palavras sobre a paz e citou três símbolos: a ponte, as palmeiras e o mate. À tarde, percorreu três locais de Montevidéu — as moradias em construção em Casavalle, a Universidade Católica do Uruguai e o Estádio Centenário —, com mensagens voltadas ao acolhimento dos que sofrem e à construção de comunidades onde ninguém seja excluído.
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