Os hábitos ocultos que pioram sua ansiedade social — e como evitá-los
A ansiedade social é mais comum do que muitos imaginam e pode se manifestar por meio de hábitos discretos, como ficar em silêncio, dar respostas curtas, mexer no celular para evitar interações ou permanecer sempre na periferia dos grupos. Segundo Neil Greening, presidente da Aliança para a Ansiedade Social do Reino Unido, é comum que quem sofre do transtorno internalize a condição como uma falha de personalidade, em vez de reconhecê-la como algo que pode ser tratado.
O psicólogo David Clark, professor da Universidade de Oxford, recomenda algumas medidas práticas: parar de se monitorar obsessivamente durante situações sociais, concentrar a atenção na conversa e no ambiente externo, testar os próprios medos com pequenos experimentos comportamentais e abandonar comportamentos de segurança, como ensaiar cada frase ou evitar contato visual. Ele também alerta para o risco da ruminação após os eventos, quando a pessoa distorce o que realmente aconteceu.
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é apontada como o padrão-ouro no tratamento. Foi o que ajudou Mary, que começou a enfrentar a ansiedade na adolescência, evitou ambientes em grupo na universidade e, após buscar apoio do serviço público de saúde britânico, passou a lidar melhor com a condição. Ela descreve o processo como gradual e diz que hoje se força a se envolver mais, inclusive em um grupo de astronomia.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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