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Onde Lula perde força em relação a 2022 e onde Flávio mantém os redutos de Bolsonaro

Atualizado em 04/10/2026 às 07:20 schedule 4 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O mapa eleitoral de 2026 ainda se parece muito com o de 2022, mas a diferença está no tamanho das forças entre os dois principais candidatos. Segundo as pesquisas estaduais mais recentes de Quaest e Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente em 11 estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera em oito e no Distrito Federal. Outras sete unidades têm empate técnico. Em 2022, Lula venceu o primeiro turno em 14 estados, e Jair Bolsonaro, em 12 e no DF.

O Nordeste segue como principal território de Lula, com vantagem nos nove estados da região — em seis deles, a diferença para Flávio ultrapassa 30 pontos. As margens, porém, estão abaixo das registradas em 2022. Na Bahia, Lula teve 69,7% há quatro anos e agora aparece com 58%, contra 23% de Flávio. No Ceará, passou de 65,9% para 55%. No Maranhão, de 68,8% para 59%. No Piauí, a queda é uma das maiores: de 74,3% para 59%, enquanto Flávio registra 20%, praticamente o mesmo percentual obtido pelo pai quatro anos atrás (19,9%). Em Pernambuco, Lula foi de 65,3% para 60%, e Flávio tem 24%, ante 29,9% de Jair Bolsonaro.

Minas Gerais é onde o mapa se comprimiu. O estado terminou o primeiro turno de 2022 com Lula em 48,3% e Jair Bolsonaro em 43,6%, diferença inferior a cinco pontos. Agora, o Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio com 37%, em empate técnico; a Quaest registra 35% a 30%. Os dois estão abaixo das votações de seus campos políticos há quatro anos, mas a distância entre eles continua pequena. Em São Paulo, Jair Bolsonaro teve 47,7% em 2022, contra 40,9% de Lula. O Datafolha mais recente aponta Flávio com 38% e Lula com 33%. Entre os eleitores que dizem votar no governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), 63% escolhem Flávio para presidente, segundo o Datafolha.

No Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro recebeu 51,1% no primeiro turno de 2022, e Lula, 40,7%. Agora, o Datafolha registra Flávio com 44% e Lula com 38%; a Quaest coloca o candidato do PL à frente por 37% a 30%. No Sul, Paraná e Santa Catarina seguem entre os principais redutos de Flávio: no Paraná, ele tem 40% contra 26% de Lula; em Santa Catarina, 50% contra 23%. No Rio Grande do Sul, a disputa está mais apertada, com Flávio em 35% e Lula em 31%, em empate técnico pela margem de erro da Quaest. No Centro-Oeste, Flávio mantém a vantagem: em Mato Grosso, tem 50% contra 25%; em Mato Grosso do Sul, 42% a 27%; no Distrito Federal, 41% a 34%; em Goiás, 33% a 27%, dentro da margem de erro.

No Norte, o mapa é menos uniforme: Lula aparece à frente no Pará e no Amapá, Flávio lidera no Acre, em Rondônia e em Roraima, e Amazonas e Tocantins apresentam empate técnico. Os dados estaduais não mostram, até aqui, expansão generalizada da votação bolsonarista em relação a 2022. Flávio aparece abaixo do percentual de Jair Bolsonaro em praticamente todos os estados comparáveis, com exceção residual do Piauí. Lula enfrenta questão semelhante e também aparece abaixo de sua votação de 2022 em todos os estados do recorte. A diferença é que os recuos em estados onde venceu por margens amplas, especialmente no Nordeste, podem reduzir o saldo de votos que compensou derrotas no Sul, no Centro-Oeste, em São Paulo e no Rio. O mapa atual sugere mais continuidade territorial do que reorganização entre os dois campos, e a variável central será o tamanho das margens.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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