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'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

Atualizado em 17/10/2026 às 11:20 schedule 2 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Meta apresentou uma nova versão de seus óculos inteligentes sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio. O modelo mantém as funções de áudio dos óculos originais — como fazer ligações e reproduzir música com o som dirigido diretamente ao ouvido —, mas elimina o recurso que gerou controvérsia desde o lançamento dos dispositivos com IA, em 2023, em parceria com a Ray-Ban.

Os óculos com câmera acumularam relatos de uso para assediar mulheres e meninas, filmadas sem consentimento, e foram apelidados de "pervertidos" ou "sinistros". No Reino Unido, pubs, teatros, a Comic-Con, escolas e a base naval de Faslane proibiram o dispositivo. A Meta nega que o novo modelo tenha sido lançado às pressas em resposta às críticas e afirma que o produto estava em desenvolvimento há dois anos. A versão apenas com áudio é mais barata, tem armação mais leve e maior tempo de bateria.

Parte do setor vê a mudança como reação às preocupações com privacidade. A empresária de tecnologia Liz Hunter, que criou uma petição por regulamentação urgente dos óculos inteligentes, defende que os dispositivos sigam disponíveis para pessoas com deficiência visual, mas não para a população em geral. A EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban, informou ter vendido sete milhões de unidades no ano passado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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