O trabalho humano na era da inteligência artificial
O avanço da inteligência artificial tem transformado processos de produção, serviços, profissões e a organização do tempo no trabalho. Diante desse cenário, um artigo do padre Robson Antonio da Silva propõe critérios antropológicos e sociais para orientar a incorporação da tecnologia ao mundo laboral, a partir de pesquisa bibliográfica e análise de documentos da Doutrina Social da Igreja.
O estudo examina a continuidade do princípio da primazia da pessoa que trabalha em textos como Rerum novarum, Gaudium et spes, Laborem exercens, Dignitas infinita, Antiqua et nova e a encíclica Magnifica humanitas, de Leão XIV. A leitura dos números 148 a 156 dessa encíclica, segundo o artigo, permite identificar responsabilidades de empresas, Estado, organizações de trabalhadores e comunidades cristãs.
O texto sustenta que a dignidade humana é anterior ao emprego e ao desempenho, mas exige condições concretas de participação, proteção e formação no processo de transformação tecnológica. Conclui que uma inovação tecnicamente eficaz só constitui progresso humano quando distribui de forma justa seus benefícios e custos e amplia as condições de trabalho digno.
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