O rápido desenvolvimento - Carta Apostólica de João Paulo II
A Carta Apostólica “O Rápido Desenvolvimento”, de São João Paulo II, publicada em 2005, é dirigida aos responsáveis pelas comunicações sociais e mantém, mais de duas décadas depois, uma análise considerada atual diante da aceleração tecnológica, das redes digitais, dos algoritmos e da inteligência artificial. A reflexão é retomada pelo padre Gerson Schmidt, que destaca como o documento não se limitava a defender o uso dos meios de comunicação pela Igreja.
No número 03, o texto afirma que “são numerosos os desafios para a nova evangelização num mundo rico de potencialidades comunicativas como o nosso”. O Pontífice recorda ainda a encíclica Redemptoris missio, na qual apontou o mundo da comunicação como o primeiro areópago do tempo moderno, capaz de unificar a humanidade e transformá-la no que se costuma chamar de “aldeia global”.
Segundo a Carta, os meios de comunicação social alcançaram tal importância que se tornaram, para muitos, o principal instrumento de guia e de inspiração para os comportamentos individuais, familiares e sociais. O documento observa que se trata de um problema complexo, porque essa cultura nasce, antes mesmo dos conteúdos, do próprio fato de existirem novos modos de comunicar, com técnicas e linguagens inéditas.
O texto enumera os campos afetados por esse processo: a formação da personalidade e da consciência, a interpretação e a estruturação dos vínculos afetivos, o desenvolvimento das fases educativas e formativas, a elaboração e a difusão de fenômenos culturais e o desenvolvimento da vida social, política e econômica. A Carta foi assinada e publicada em 24 de janeiro de 2005, memória de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas — data em que os Papas divulgam anualmente a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Na avaliação apresentada na reflexão, São João Paulo II alertava para uma visão nova da realidade, na qual o indivíduo nasce já mergulhado na tecnologia, e para uma transformação cultural profunda, em que as novas tecnologias passariam a influenciar a formação da consciência, os relacionamentos, a educação, a vida social e os comportamentos cotidianos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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