— Carregando clima…
Última Hora
• Brasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a Noruega • O que realmente mobiliza os eleitores de Lula e Flávio nas redes sociais? • Inadimplência do aluguel cai a menor nível em 3 anos, mostra estudo • Prejuízo com roubo de canetas para emagrecimento leva farmácias a se unir à polícia • Queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bi aos lucros da Bolsa; utilities lideram ganhos • Pesquisa Quaest e balanços da WEG, Meta e Tesla: o que vai mexer com os mercados hoje • Dow Jones Futuro sobe após resultados da SpaceX aliviarem temores sobre IA • De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor • Brasil define cotas para exportar com tarifas reduzidas para a Noruega • O que realmente mobiliza os eleitores de Lula e Flávio nas redes sociais? • Inadimplência do aluguel cai a menor nível em 3 anos, mostra estudo • Prejuízo com roubo de canetas para emagrecimento leva farmácias a se unir à polícia • Queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bi aos lucros da Bolsa; utilities lideram ganhos • Pesquisa Quaest e balanços da WEG, Meta e Tesla: o que vai mexer com os mercados hoje • Dow Jones Futuro sobe após resultados da SpaceX aliviarem temores sobre IA • De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor
Ver Todas

O que realmente mobiliza os eleitores de Lula e Flávio nas redes sociais?

Atualizado em 21/10/2026 às 11:05 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A rejeição ao adversário tem mobilizado mais as comunidades políticas nas redes sociais do que a defesa das próprias candidaturas. A avaliação é do cientista político Renato Dolci, diretor da Dados Timeless, que identifica nas campanhas de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) um engajamento organizado sobretudo em torno de ideias e instituições que seus apoiadores rejeitam.

Em entrevista ao Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney, Dolci afirmou que o monitoramento das discussões digitais revela diferenças entre os temas que mobilizam os campos de esquerda e de direita, mas, em ambos, o confronto com o adversário aparece como elemento central. "O que tem engajado mais as comunidades no digital não são os candidatos. O que engaja os seus blocos, na verdade, são ideias contrárias daquilo que eles odeiam", disse.

Segundo o analista, temas ligados à liberdade de expressão e ao fascismo estão entre os principais fatores de mobilização dos grupos identificados com a esquerda. Na direita, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) teve destaque durante o primeiro turno. "O primeiro turno foi 100% pautado em STF. O STF organizou muito mais os blocos da direita do que o próprio candidato", afirmou.

Para Dolci, esse comportamento ajuda a explicar por que a disputa entre Lula e Flávio segue intensa nas redes mesmo quando as campanhas não apresentam novidades relevantes em suas propostas. O engajamento, nesse caso, não depende apenas da identificação com um projeto político: é alimentado também pelo receio de que o adversário chegue ao poder e adote medidas consideradas inaceitáveis por determinados grupos. A rejeição, acrescenta, organiza comunidades digitais que já têm posições consolidadas e ampliam a circulação de mensagens contra o campo oposto.

O analista ressalva, porém, que o volume de publicações não corresponde a uma parcela equivalente do eleitorado. As discussões políticas nas redes são conduzidas principalmente por usuários mais engajados, enquanto boa parte dos brasileiros recebe conteúdos sem participar ativamente das conversas. Dolci observa ainda que o segundo turno registrou mudança expressiva na presença das duas campanhas, com Lula passando a superar Flávio em volume de engajamento, impulsionado por influenciadores, parlamentares e comunidades organizadas de apoiadores — crescimento que, segundo ele, não permite concluir que o presidente tenha conquistado novos eleitores na mesma proporção. "A volumetria métrica no digital é muito mais barulho do que sinal de tendência", afirmou. Na reta final da eleição, o cientista político considera que a capacidade de alcançar públicos fora das próprias bases é indicador mais relevante do que a contagem de curtidas, comentários e compartilhamentos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Política De R$ 12 a R$ 0,05: AMER3 quase virou pó; fim da RJ expõe uma Americanas menor O fim da recuperação judicial da Americanas (AMER3) encerra uma etapa decisiva da crise aberta em janeiro de… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra