O erro que faz suas férias parecerem mais trabalho do que descanso
Conciliar trabalho e descanso durante as férias é um desafio comum para profissionais com prazos inadiáveis, como advogados preparando um grande julgamento, investidores fechando uma operação importante ou executivos de vendas encerrando o trimestre. Segundo um coach de gestão do tempo, equilibrar essas duas necessidades é possível, mas exige evitar cinco erros frequentes.
O primeiro deles é não avisar que estará fora do escritório. Mesmo quem pretende trabalhar em parte do período deve ativar uma mensagem automática de ausência, o que reduz a pressão e alinha expectativas. A recomendação vale tanto para viagens em horário comercial quanto para os dias em que não se pretende ficar disponível o tempo todo. Atrasos e imprevistos, como congestionamentos ou voos prestes a decolar, podem transformar uma resposta simples em fonte de ansiedade.
Outro erro é ficar procurando emergências, o que leva à checagem compulsiva do celular e do e-mail nos momentos de descanso. A orientação é escolher uma pessoa de confiança como ponto de contato, definir quais situações justificam acioná-lo e combinar o canal — como telefone ou mensagem de texto — para emergências reais.
Marcar reuniões com horário fixo no meio das férias também é problemático, já que viagens raramente seguem o planejado. Sempre que possível, a preferência deve ser por comunicações assíncronas e, quando uma ligação for necessária, com flexibilidade. Gastar tempo com assuntos não urgentes é outro erro: pequenas tarefas se acumulam e roubam espaço do descanso, por isso é preciso resistir à tentação de abrir mensagens que não sejam realmente urgentes.
Por fim, não definir horários de trabalho transforma as férias em trabalho remoto disfarçado. Definir antecipadamente quando começar e encerrar as atividades ajuda, e uma estratégia eficiente é concentrar mais trabalho nos primeiros dias da viagem e reduzir o ritmo gradualmente. Com planejamento, prioridades e limites claros, é possível cumprir tarefas importantes sem abrir mão completamente do lazer.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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