O alerta do Pe. Como em Milão: faltam família e comunidade aos jovens da guerrilha
O vigário episcopal para a Educação da Arquidiocese de Milão, o Pe. Como, comentou os distúrbios registrados no último fim de semana que, além da França, também se repetiram na capital lombarda italiana. Em sua avaliação, os jovens envolvidos nos episódios “se movem como um bando, excluídos de tudo e sem futuro”.
Segundo o religioso, a leitura desses acontecimentos não pode se limitar ao episódio em si. A ausência de vínculos familiares e comunitários aparece, na visão dele, como fator central para explicar por que parte dos jovens adere a ações coletivas de confronto. O diagnóstico aponta para uma juventude que não encontra lugar de pertencimento nem perspectiva de futuro.
Diante desse quadro, o Pe. Como afirma que “a Igreja não fecha os olhos”. A resposta pastoral, segundo ele, se organiza em duas frentes: a atuação dos oratórios, espaços de convivência e formação ligados às paróquias, e os projetos desenvolvidos nas periferias da cidade, onde a presença da Igreja busca alcançar justamente os jovens mais distantes das estruturas tradicionais.
A declaração foi feita no contexto dos distúrbios do último fim de semana, que tiveram desdobramentos também em Milão. O vigário episcopal para a Educação é o responsável, na arquidiocese, pelos temas ligados à formação e à presença da Igreja no campo educativo.
O caso reacende o debate sobre o papel das instituições religiosas e das redes comunitárias no acompanhamento de jovens em situação de exclusão. A proposta apresentada pelo religioso não se limita à repressão dos episódios de violência, mas insiste na reconstrução de laços — familiares e comunitários — como caminho para tirar esses grupos da condição de abandono que, segundo ele, alimenta a ação coletiva nas ruas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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