Milei tenta ampliar venda de terras argentinas a estrangeiros
O governo do presidente Javier Milei tenta aprovar nesta quinta-feira (6) no Senado argentino um projeto de lei que amplia os limites para a compra de terras por estrangeiros no país. A proposta, que já havia sido apresentada anteriormente, volta à pauta da Câmara Alta em meio a um cenário de resistência da oposição e de setores ligados ao agronegócio local.
Pelo texto em tramitação, o teto atual que restringe a aquisição de áreas rurais por não residentes seria elevado, permitindo que grupos estrangeiros tenham acesso a propriedades de maior extensão. A medida é vista pelo governo como um instrumento para atrair investimentos externos e dinamizar o setor produtivo, mas enfrenta críticas de parlamentares que apontam riscos à soberania territorial e à concentração de terras nas mãos de capital internacional.
Nos bastidores do Senado, a articulação governista busca garantir os votos necessários para a aprovação da matéria. A oposição, no entanto, sinaliza que deve tentar obstruir a votação ou apresentar emendas que limitem o alcance da nova legislação. Entidades ruralistas também acompanham o desfecho com atenção, divididas entre o apoio à abertura econômica e o temor de que produtores locais percam competitividade diante de grandes grupos estrangeiros.
Até o fechamento desta edição, não havia confirmação oficial sobre o quórum mínimo para a sessão nem sobre a possibilidade de adiamento da votação. O governo não detalhou quais regiões do país seriam mais afetadas pela eventual flexibilização das regras, tampouco apresentou estimativas de impacto sobre o preço da terra no mercado argentino.
Se aprovado no Senado, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, onde também precisará de maioria para ser sancionado. A iniciativa integra o pacote de reformas econômicas defendido por Milei desde o início de seu mandato, que busca reduzir a intervenção estatal e abrir setores estratégicos ao capital estrangeiro.
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