Manifestações violentas contra custo de vida e habitação tomam cidades da Europa
Diversos países europeus registraram um sábado de forte tensão, em 17 de outubro, com protestos que terminaram em confrontos, vandalismo e saques. As mobilizações na França, Bélgica, Itália, Albânia e Portugal foram motivadas pela insatisfação com o alto custo de vida, a crise na habitação e as políticas públicas educacionais, reunindo desde sindicatos e estudantes até ativistas de esquerda.
Na França, as manifestações assumiram proporções nacionais, com cerca de 800 mil pessoas em atos em cidades como Paris, Marselha e Lyon. Grupos mascarados atacaram policiais, incendiaram veículos e mobiliário e saquearam lojas de grife. A repressão policial envolveu gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral, resultando em cerca de 400 detidos e um manifestante gravemente ferido em Saint-Étienne. Em Milão, o centro comercial de luxo Galleria Vittorio Emanuele II foi palco de confrontos, forçando o fechamento de lojas e do metrô. Em Bruxelas, estudantes enfrentaram a polícia em protesto pela crise no sistema educacional.
Em Lisboa, milhares de manifestantes denunciaram a impossibilidade de pagar aluguéis com os salários atuais. A inflação de 3,6% em setembro, puxada por alimentos e combustíveis, agravou um cenário em que os preços dos imóveis dobraram desde 2017. Jovens montaram acampamentos em praças públicas para exigir o direito à moradia e uma greve geral. O governo português declarou que não cederá às ruas e afirmou que já implementa medidas para o problema da falta de casas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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