Manifestações de rua podem mudar os rumos do segundo turno?
As manifestações de rua realizadas no domingo (11/10) podem ter impacto no segundo turno da eleição presidencial, mas especialistas divergem sobre a real dimensão desse efeito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu apoiadores na avenida Paulista, em São Paulo, e também houve atos em Copacabana, no Rio, e em outras cidades. O senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece três pontos à frente do petista no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, participou de um almoço de campanha e aliados confirmaram um ato em seu apoio para o próximo domingo (18/10), também na Paulista.
Cientistas políticos ouvidos pela reportagem concordam que é difícil as manifestações virarem votos, mas divergem sobre o efeito dos atos na abstenção. A diretora do Instituto Brasil da King's College London, Andreza Aruska, afirma que os atos podem mobilizar indecisos e reduzir a abstenção, além de enfraquecer as "bolhas" sociais. A professora Maria do Socorro Braga, da UFSCar, avalia que ruas cheias mantêm o clima eleitoral aquecido e podem atrair apoio de lideranças regionais. Já o professor Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, lembra que a campanha de Lula foi criticada no primeiro turno pela falta de mobilização da base.
No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, o maior nível desde 1998, e brancos e nulos somaram 4,77%. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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