Mais de 3 mil pessoas desafiam chuva e frio para defender a vida na Lituânia
Vilnius — Mais de 3 mil pessoas participaram, em 26 de setembro, da segunda Marcha pela Vida realizada na Lituânia, na capital Vilnius. Os participantes enfrentaram ventos frios, chuva pela manhã e neblina de outono para afirmar a dignidade e o valor de cada vida humana. O público reuniu famílias, estudantes e pessoas mais velhas em uma programação que incluiu testemunhos pessoais, discursos e apresentações musicais.
O evento ocorreu em meio ao debate político no país sobre políticas familiares e a queda das taxas de natalidade. Os legisladores lituanos seguem divididos sobre a legislação reprodutiva, incluindo o acesso ao aborto e à fertilização in vitro. Diante desse cenário, os organizadores afirmaram que a marcha buscou ir além de slogans abstratos e declarações políticas, concentrando-se nas realidades concretas da vida familiar. Os palestrantes abordaram temas como maternidade, paternidade e os desafios impostos pela perda de filhos, deficiência, doença e velhice.
Entre os relatos apresentados, o pai Saulius Karosas contou como a chegada de sua quarta filha, Iva, nascida com síndrome de Down, transformou a perspectiva da família. Em seguida, decidiram adotar Motiejus, um menino com a mesma condição. Segundo ele, acolher as crianças mudou a compreensão da família sobre o valor e a beleza humanos. Durante toda a marcha, participantes e palestrantes reafirmaram a dignidade igual de cada pessoa — especialmente das crianças não nascidas — independentemente de saúde, idade ou etnia.
O evento também atraiu defensores da vida de outros países da Europa e das Américas. Entre os palestrantes estavam Agnese Irbe, fundadora da Associação de Filósofos Peripatos, da Letônia; Marcin Perłowski, diretor da fundação pró-vida polonesa Centrum Życia i Rodziny; e Patricia Sandoval, palestrante internacional e copresentadora do programa "Informe Provida", da EWTN. Sandoval disse ter ficado impressionada com o zelo dos jovens participantes e elogiou a organização do evento, descrevendo uma atmosfera pacífica, com cantos de hinos e canções de alegria.
O arcebispo Gintaras Grušas, de Vilnius, afirmou esperar que o evento ajude a fazer crescer na Lituânia uma cultura da vida, na qual cada ser humano seja acolhido como um presente desde o início da vida. Ele defendeu que a mudança se traduza em apoio prático a mulheres que enfrentam ansiedade diante da gravidez e a famílias, e destacou a responsabilidade dos homens na paternidade. Já o arcebispo Kęstutis Kėvalas, de Kaunas, pediu que os cristãos assumam a responsabilidade pessoal de construir essa cultura, por meio de grupos de oração, movimentos familiares e da transmissão da fé.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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