Lula aposta em jovens e promete revolução tecnológica em ato na Paulista
O presidente Lula participou neste domingo, 11, de um ato pela reeleição na Avenida Paulista, em São Paulo. Em discurso, o candidato petista fez um aceno direto à juventude, prometeu uma revolução tecnológica em um eventual quarto mandato e pediu que os idosos compareçam às urnas no segundo turno, marcado para o domingo, 25.
Lula destacou a presença majoritária de jovens no ato e cobrou engajamento político. "Fico muito feliz que essa manifestação tem uma maioria de juventude. Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto", afirmou. O presidente também disse que os jovens devem assumir responsabilidade enquanto têm energia para ir à luta e defendeu que o país não pode perder a democracia.
O evento reuniu artistas, como Baco Exu do Blues, Humberto Carrão e Jão, além de políticos recém-eleitos para o Congresso e movimentos estudantis organizados. No discurso, Lula comparou o número de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho: segundo ele, o Brasil tinha 4,8 milhões quando chegou à Presidência, em 2003, e hoje tem 26 milhões. "E nós queremos 50 milhões, queremos 100 milhões", afirmou.
Para alcançar esse resultado, o presidente disse que o projeto passa por uma revolução tecnológica no país. "No nosso próximo mandato, vamos formar muita gente em inteligência artificial, vamos formar muita gente na nova indústria digital e vamos fazer uma revolução energética", declarou.
Lula também voltou o discurso aos idosos e pediu que esse grupo vote no segundo turno, diante da alta abstenção registrada no primeiro. "Os 60, 70 anos não transformam a pessoa em um inútil. Se a pessoa não votar por ela, ela tem filho, tem neto e tem a pátria dele para cuidar", disse. O presidente ainda defendeu uma revolução na segurança pública, com garantia de segurança para a população e prisão para criminosos, e criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19.
Além de Lula, subiram ao trio figuras da campanha, entre elas o vice-presidente Geraldo Alckmin, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, o ministro Guilherme Boulos e os governadores reeleitos Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Rafael Fonteles (Piauí).
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