Investigações contra Lulinha devem continuar no STF?
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu que duas investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sejam enviadas do Supremo Tribunal Federal (STF) para a primeira instância da Justiça Federal. Os inquéritos tramitam no gabinete do ministro André Mendonça. Um terceiro caso contra Lulinha está com o ministro Flávio Dino, e não há informação de que a PGR tenha feito o mesmo pedido em relação a ele.
O pedido, que corre sob sigilo, é considerado "atípico" e "chama atenção" pelo advogado criminalista João Pedro Pádua, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo ele, a PGR não solicitou medida semelhante em outros casos recentes de pessoas sem foro privilegiado julgadas no STF, como no Inquérito das Fake News. A justificativa da PGR seria a ausência de indícios de envolvimento de autoridades com foro especial nos crimes apurados.
As investigações apuram suposta atuação de Lulinha para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, preso por fraudes no INSS, e para facilitar contratos com a Dataprev. A defesa de Lulinha nega as acusações e afirma que os inquéritos deveriam ser arquivados. A expectativa é que Mendonça recuse o pedido da PGR, mas não há prazo para a decisão.
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