Hayden Panettiere: como acesso a drogas e pressão intensa levam estrelas mirins ao vício
A morte da atriz Hayden Panettiere, aos 36 anos, reacendeu o debate sobre os riscos da fama precoce em Hollywood. Especialistas em dependência química ouvidos pela BBC afirmam que a exposição de crianças e adolescentes à pressão intensa do estrelato pode aumentar o risco de desenvolvimento de problemas de saúde mental e abuso de substâncias.
Em suas memórias, lançadas meses antes de sua morte, Panettiere relatou que teve o primeiro contato com drogas aos 16 anos, durante as gravações da série "Heroes". Ela descreveu a pílula recebida de um membro de sua equipe como "a droga de entrada" que a conduziu ao vício. O gabinete do legista na Carolina do Sul informou que a autópsia não apresentou sinais de trauma, mas a causa da morte ainda não foi divulgada, e a DEA fará parte da investigação.
Especialistas destacam que atores mirins frequentemente têm o mesmo acesso a drogas e álcool que um adulto, sem a proteção necessária. O diretor médico do Oxford Treatment Center, Lucas Trautman, alertou que, quando a carreira muda ou chega ao fim, muitos perdem a "dopamina da fama" e continuam dependentes de substâncias. A ex-estrela da Disney Christy Carlson Romano comparou a fama precoce a uma "doença cerebral traumática", citando o estresse, o escrutínio e a pressão dos adultos como estrutura de uma infância marcada pela falta de privacidade.
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