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Gaza, Unicef: infância destruída. 800 mil deslocados e 60 mil sem um dos pais

Atualizado em 20/10/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) descreve uma infância destruída pela guerra na Faixa de Gaza, com uma geração privada não apenas de segurança e afeto, mas também do direito de crescer, aprender, brincar e imaginar o próprio futuro. Segundo o levantamento, cerca de 800 mil crianças seguem deslocadas, abrigadas em barracas improvisadas, prédios danificados por bombardeios e estruturas precárias que muitas vezes não garantem proteção mínima.

O balanço das perdas familiares é apresentado como o aspecto mais comovente: estima-se que 60 mil crianças em Gaza tenham perdido um ou ambos os pais durante a guerra ou após a trégua. A guerra destruiu não só prédios e bairros, mas também laços essenciais, deixando milhares de crianças diante do luto, da solidão e da incerteza. De acordo com o Unicef, quase todas as crianças precisam de apoio psicológico para enfrentar os traumas e tentar recuperar o equilíbrio emocional.

O medo dos bombardeios, a perda de familiares, os deslocamentos repetidos e a ausência de qualquer normalidade deixaram marcas profundas. São feridas invisíveis que podem comprometer o sono, a aprendizagem e os relacionamentos por anos. Sem intervenções adequadas, avalia o fundo, a emergência atual corre o risco de se transformar em uma crise psicológica e social destinada a durar muito além do fim das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, as crianças continuam morrendo. Segundo o Unicef, nas duas últimas semanas, cinco meninos e duas meninas foram mortos e pelo menos 33 crianças ficaram gravemente feridas, enquanto outros dois meninos morreram em razão de ferimentos sofridos anteriormente. Foi noticiado no domingo que duas crianças teriam morrido devido a disparos das forças israelenses em diferentes áreas da Faixa de Gaza. Pouco mais de um ano após o anúncio da trégua, o total de menores mortos ultrapassa 340.

Com a aproximação do inverno, começa mais uma temporada de privações — o quarto ano de dificuldades extremas para a população infantil. As barracas estão danificadas, os banheiros são escassos e famílias inteiras se amontoam em abrigos improvisados; o frio, a chuva e a umidade podem agravar a situação de crianças já expostas à desnutrição e a doenças. O cessar-fogo permitiu a entrada de mais ajuda humanitária e suprimentos comerciais, melhorando a segurança alimentar, mas os avanços são considerados insuficientes diante da devastação das infraestruturas e do acesso comprometido a serviços essenciais. O Unicef afirma que são necessários abrigos adequados antes do inverno, água potável, saneamento básico, assistência médica, apoio psicológico e acesso à educação, além de proteção contra a violência e respeito aos direitos das crianças em todas as circunstâncias.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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