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Futuros de NY ensaiam recuperação após semana de pressão sobre ações de IA

Atualizado em 16/10/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os índices futuros dos Estados Unidos operam em leve alta nesta sexta-feira (16), em uma tentativa de recuperação após uma semana de cautela nos mercados, marcada pela rotação de investimentos no setor de inteligência artificial (IA), por dados de inflação acima do esperado e pela forte recuperação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano.

Os investidores também demonstram preocupação crescente com o fato de empresas de tecnologia estarem contraindo empréstimos considerados excessivos para financiar a expansão da IA. As perdas acumuladas na semana levaram o S&P 500 e o Nasdaq a fecharem em território negativo no período até o momento: o primeiro caiu quase 1%, enquanto o segundo recuou mais de 2%. O Dow Jones, por outro lado, caminha para uma alta de aproximadamente 1% na semana.

Fora do setor de tecnologia, o mercado lida com uma inflação mais forte do que o esperado, pressionada pela alta dos preços da energia em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã. A inflação no atacado registrou nesta semana o maior avanço desde 2022, enquanto os preços ao consumidor continuam subindo bem acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

No campo corporativo, os investidores acompanham a divulgação de novos balanços antes da abertura do mercado, incluindo os resultados da seguradora Travelers e do Citizens Financial Group. Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro: +0,25%
  • S&P 500 Futuro: +0,19%
  • Nasdaq Futuro: +0,06%

Na Europa, os mercados operam majoritariamente em alta, impulsionados pelos ganhos das ações de tecnologia. O STOXX 600 avança 0,49%, o DAX (Alemanha) sobe 0,88%, o CAC 40 (França) ganha 0,11% e o FTSE MIB (Itália) registra +0,81%. O FTSE 100 (Reino Unido) recua 0,07%.

Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em alta, com recuperação das ações de tecnologia. O índice da Coreia do Sul, Kospi, encerrou a semana com queda de 14,5%, seu pior desempenho desde outubro de 2008, com as gigantes Samsung e SK Hynix despencando quase 20% e 25%, respectivamente. Shanghai SE subiu 0,24%, o Nikkei (Japão) avançou 1,39%, o Hang Seng Index (Hong Kong) ganhou 0,52%, o Nifty 50 (Índia) subiu 0,59% e o ASX 200 (Austrália) registrou +1,00%.

Entre as commodities, os preços do petróleo recuam, mas caminham para a segunda alta semanal consecutiva, uma vez que os crescentes riscos de abastecimento no Oriente Médio superaram a liberação de novas reservas de emergência. O WTI cai 0,80%, a US$ 97,19 o barril, e o Brent recua 0,53%, a US$ 105,36 o barril. As cotações do minério de ferro na China fecharam com ligeira alta de 0,07%, a 672,50 iuanes (US$ 100,51), após atingirem mínimas de mais de dois anos no dia anterior, impulsionadas por uma onda de compras em meio a sinais de melhora nas margens do aço e no consumo no país, principal consumidor da commodity.

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin (BTC) recua 0,17%, a US$ 82.214,60, em relação à cotação de 24 horas atrás.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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