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Foco na História: as grandes civilizações africanas. A descolonização africana

Atualizado em 22/08/2026 às 06:15 schedule 3 min de leitura visibility 8 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Descolonização africana: processo entre 1955 e 1965 marcou independência de países do continente

Entre 1955 e 1965, a maior parte dos países africanos conquistou sua independência, em um processo que ocorreu de forma mais pacífica em alguns casos e por meio de guerras de libertação em outros. O movimento foi impulsionado por uma série de fatores que ganharam força no período posterior à Segunda Guerra Mundial, quando cresceu a formação de sindicatos, associações, partidos políticos e grupos armados africanos empenhados na luta pela autonomia.

O domínio colonial europeu sobre o continente teve como marco a Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, que reuniu potências europeias, os Estados Unidos e o Império Otomano para estabelecer regras de ocupação e comércio na África. Entre 1880 e 1920, ocorreu a conquista militar e a ocupação europeia, com o continente dividido em impérios coloniais. Esse domínio se manteve entre 1920 e 1960.

Entre os fatos de destaque do período pós-colonial estão as guerras de libertação nas colônias africanas de Portugal, entre 1961 e 1974, e a independência dessas colônias entre 1974 e 1975. Em 1965, a minoria branca da Rodésia do Sul, colônia inglesa, promoveu uma declaração unilateral de independência e instaurou um regime de segregação racial. O país passou a se chamar Zimbábue em 1980, com o fim do regime. Em 1989, o Sudoeste Africano tornou-se Namíbia, encerrando a ocupação ilegal pelo regime sul-africano. Já em 1994, a África do Sul encerrou o apartheid, com Nelson Mandela vencendo as primeiras eleições democráticas para presidente.

O processo de descolonização foi longo e dolorido em várias ex-colônias. Em algumas comunidades, surgiram milícias inspiradas no marxismo que desejavam a independência e a tomada do poder, levando a confrontos entre grupos africanos dentro de um mesmo país, como ocorreu em Angola, em um movimento que resultou em guerra civil. Quase todas essas guerras foram patrocinadas pelos Estados Unidos ou pela União Soviética como parte da Guerra Fria. Em algumas situações, a pluralidade étnica levou ao enfrentamento de diferentes grupos, como acontece em Ruanda.

Os últimos países africanos a alcançarem a independência, já na década de 1990, foram a Namíbia e a Eritreia, que estavam sob administração da África do Sul e da Etiópia, respectivamente. Hoje, o continente é composto por 54 países independentes, mas ainda enfrenta problemas sociais, políticos e econômicos graves, com governos autoritários, golpes de Estado, guerras civis incentivadas pelo interesse econômico internacional pelas riquezas africanas e a chegada de grupos radicais islâmicos que atuam em diversas regiões, provocando guerra, destruição e deslocamentos.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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