Flávio reforça compromisso com democracia e legalidade para conter fake news de Lula
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) usou a maior parte dos 40 minutos de sua sabatina nesta sexta-feira (16), na TV Globo, para responder a conteúdos difundidos pela campanha e pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associam a direita a arroubos autoritários e a retrocessos democráticos. Segundo a coluna de Sílvio Ribas, a estratégia foi rebater as acusações sem perder o tom moderado e sem deixar que a agenda do rival ditassem a entrevista.
Por diferentes frentes, Flávio apresentou compromissos com a legalidade e com a ordem institucional. Negou que questionaria o resultado das eleições caso seja derrotado e prometeu cumprir um único mandato até 2030. O candidato também afirmou que não dará cargos ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nem ao irmão Eduardo Bolsonaro, apontado como potencial chanceler, e que não dará papel extraordinário às Forças Armadas. Sobre o acesso às armas, disse que o tratará como direito de autodefesa, e defendeu que aliados sejam punidos se descumprirem a lei.
Além da crítica de inimigo da democracia, Flávio enfrentou a onda de fake news relacionada ao ajuste fiscal. Reiterou que programas sociais, aposentadorias e salário mínimo estão blindados e afirmou que choque de confiança, austeridade e eficiência darão equilíbrio às contas públicas.
A sabatina serviu de aquecimento para o primeiro confronto direto entre os candidatos, marcado para este domingo (18), na Bandeirantes. Entrevistado na véspera, Lula deu a Flávio a vantagem de conhecer seus argumentos e explorar fragilidades. O almoço do senador com a cúpula da Globo, confirmado como visita institucional, acrescentou um gesto de cortesia à disputa, sem envolver dirigentes do jornalismo da emissora.
Na reta final, Flávio precisa rebater acusações, moderar o entusiasmo e ajustar o discurso aos avanços de Lula no Congresso, como o fim da escala 6x1. Ao organizar manifestações públicas, busca preservar a mobilização e evitar que a cautela pareça passividade diante da ofensiva do governo. Lula, por sua vez, tenta a virada combinando anúncios de apelo popular, ataques à imagem do rival e mobilização nas ruas e nas redes.
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