Filhos de doadores de gametas buscam origens biológicas para evitar incesto
O medo de namorar um meio-irmão sem saber leva pessoas concebidas por doação de óvulos ou sêmen a lutar pelo direito de conhecer sua origem biológica. O movimento, que ganha força na Europa e chega ao Brasil, questiona o anonimato dos doadores e cobra mudanças nas regras de reprodução assistida.
Em países como a França, onde a técnica se popularizou cedo, a concentração de doações em poucos bancos de sêmen aumentou as chances de encontros entre parentes genéticos. Mesmo onde os testes de DNA caseiros são proibidos, eles se tornaram a principal ferramenta para identificar doadores, primos e meios-irmãos, quebrando o sigilo das clínicas.
No Brasil, não há lei específica, mas o Conselho Federal de Medicina (CFM) limita a duas gestações de crianças de sexos diferentes por doador em regiões de até um milhão de habitantes. Especialistas questionam a eficácia do controle, que depende de registros internos das clínicas. Movimentos internacionais argumentam que o anonimato fere a dignidade humana e o direito ao histórico médico.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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