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Fatiamento de processos contra Fábio Luís no STF favorece teses de nulidade

Atualizado em 16/08/2026 às 18:05 schedule 2 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Fatiamento de processos contra Fábio Luís no STF favorece teses de nulidade

O filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de tráfico de influência. As investigações estão divididas entre os gabinetes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, o que, na avaliação de juristas, abre espaço para que a defesa conteste a validade das provas. A estratégia é explorar possíveis decisões conflitantes e irregularidades formais nos processos que tramitam em Brasília.

Atualmente, Mendonça é relator de dois inquéritos, que apuram intermediações no Ministério da Saúde e contratos na Dataprev. Já o terceiro processo, sobre contratos de tecnologia na ordem de 81 milhões de reais, está sob a relatoria de Dino. Embora os casos envolvam órgãos diferentes, eles compartilham personagens e suspeitas semelhantes, o que, segundo especialistas, pode gerar decisões divergentes sobre os mesmos fatos.

A defesa de Lulinha foca em questões técnicas, como a validade formal dos atos, em vez de discutir apenas a existência do crime. O argumento central é o risco de “pesca probatória”, prática ilegal de investigar sem objetivo definido, que pode levar à anulação do trabalho policial. Os advogados questionam a origem de cada prova e se o ministro que autorizou as diligências tinha competência legal para isso, com base no princípio de que uma prova ilícita contamina as demais.

A divisão dos casos também cria uma assimetria jurídica: recursos contra decisões de Mendonça vão para a Segunda Turma do STF, enquanto atos de Dino são analisados pela Primeira Turma. Como cada grupo pode ter interpretações diferentes sobre medidas cautelares, como quebras de sigilo e buscas, a tendência é uma sucessão de recursos e conflitos de competência. Um exemplo ocorreu quando Dino anulou uma quebra de sigilo fiscal de Lulinha por falta de fundamentação, enquanto Mendonça manteve medidas semelhantes em sua frente de investigação, gerando tratamentos desiguais.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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