— Carregando clima…
Última Hora
• Veja como foi a terça-feira (29) dos presidenciáveis • OCDE: 9% dos professores no Brasil não têm qualificação completa • Chuvas fortes continuam no Sul e aumentam impactos sobre moradores • Falta de dados limita monitoramento de tsunamis meteorológicos • Presidente do TSE diz que 90% das urnas estão prontas para as eleições • Mais de 3 mil pessoas desafiam chuva e frio para defender a vida na Lituânia • O que rolou nos últimos debates estaduais. TSE julga ação sobre Nossa Senhora • Jorginho Mello relembra caso de vídeo pornô em confronto com João Rodrigues durante debate • Veja como foi a terça-feira (29) dos presidenciáveis • OCDE: 9% dos professores no Brasil não têm qualificação completa • Chuvas fortes continuam no Sul e aumentam impactos sobre moradores • Falta de dados limita monitoramento de tsunamis meteorológicos • Presidente do TSE diz que 90% das urnas estão prontas para as eleições • Mais de 3 mil pessoas desafiam chuva e frio para defender a vida na Lituânia • O que rolou nos últimos debates estaduais. TSE julga ação sobre Nossa Senhora • Jorginho Mello relembra caso de vídeo pornô em confronto com João Rodrigues durante debate
Ver Todas

Falta de dados limita monitoramento de tsunamis meteorológicos

Atualizado em 30/09/2026 às 17:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O tsunami meteorológico que atingiu a costa sul de Santa Catarina em 21 de setembro foi registrado por moradores, câmeras e equipamentos instalados em ruas, veículos e embarcações. As imagens feitas por pessoas que estavam na região ajudaram pesquisadores a identificar o momento do fenômeno e a direcionar a análise dos dados captados pela rede profissional de monitoramento.

Apesar da maior disponibilidade de imagens, ainda não é possível determinar com que frequência os tsunamis meteorológicos ocorrem no litoral brasileiro. A falta de séries históricas e a quantidade limitada de equipamentos dificultam a identificação de tendências e a avaliação de possíveis mudanças na ocorrência desses fenômenos.

“Agora quase todo local é filmado. É um processo um pouco recente, assim como a ocupação dessa faixa mais próxima da costa, aqui no Sul, que foi muito intensificada nas últimas décadas. Antes disso é difícil afirmar alguma coisa, pois simplesmente não existia monitoramento”, explicou o professor Mauro Michelena, que leciona Oceanografia Física na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

O tsunami meteorológico é um fenômeno rápido, associado à interação entre sistemas atmosféricos, como frentes frias, e condições específicas do oceano e da costa. Em regiões com áreas de pouca profundidade, determinadas perturbações atmosféricas podem provocar alterações no nível do mar e favorecer a propagação de ondas longas. Segundo Michelena, não há dados suficientes para afirmar que esses eventos estejam ocorrendo com maior frequência.

A falta de séries históricas é um dos principais obstáculos para a análise. Modelos usados para estudar fenômenos desse tipo precisam de registros de várias décadas e, em alguns casos, de mais de cem anos para serem validados. No litoral catarinense, o monitoramento por marégrafos tem cerca de uma década. Em Santa Catarina, que tem pouco mais de 560 quilômetros de litoral, a rede de sensores é composta principalmente por equipamentos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), que ajudaram a identificar os eventos de novembro de 2023 e de 21 de setembro deste ano. A rede, porém, está configurada principalmente para registros de hora em hora, o que limita o acompanhamento de um fenômeno que pode ocorrer e se dissipar em poucos minutos.

Segundo o pesquisador, as informações dos sensores precisam ser complementadas por registros de moradores, pescadores e outras pessoas próximas ao local. Ele também considera relevante o conhecimento tradicional dos pescadores, que acumulam experiência sobre as condições do mar, mas observa que esse saber tem sido afetado pelas mudanças no oceano e na atmosfera.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Educação OCDE: 9% dos professores no Brasil não têm qualificação completa Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra