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Falece o padre Gaetano Mazzoleni, pioneiro da pastoral indígena

Atualizado em 21/08/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos star star star star star (0)
Falece o padre Gaetano Mazzoleni, pioneiro da pastoral indígena

O padre Gaetano Mazzoleni, missionário da Consolata, faleceu em 14 de agosto de 2026, em Alpignano, na Itália, aos 89 anos. Ele dedicou 45 anos de sua vida à Amazônia colombiana e ao acompanhamento dos povos indígenas da Colômbia, Equador e Peru.

Nascido em 1º de março de 1937, em Lecco, na Itália, ingressou no noviciado dos Missionários da Consolata em 1957 e foi ordenado sacerdote em 19 de dezembro de 1964, em Turim. No ano seguinte, chegou à Amazônia colombiana, onde iniciou seu ministério em Florencia, no departamento de Caquetá, atuando como vigário e professor entre 1965 e 1967. Em 1968, foi enviado para Puerto Leguízamo, no Putumayo, na tríplice fronteira entre Colômbia, Equador e Peru, onde passou mais de quinze anos de sua vida em três etapas distintas, a última entre 2002 e 2011.

Por incumbência do então Bispo Vigário Apostólico de Florencia, dom Angelo Cuniberti, assumiu a direção do Centro Indigenista do Caquetá, coordenando uma rede de escolas indígenas e desenvolvendo programas educacionais para os povos coreguaje, inga e murui. Ele impulsionou a formação de professores indígenas bilíngues e o fortalecimento das organizações comunitárias. Para aprofundar sua compreensão das culturas amazônicas, realizou estudos de Antropologia em Bogotá e, posteriormente, em Washington.

Entre 1987 e 1992, e novamente entre 1996 e 2000, dirigiu a Seção de Minorias Étnicas e, depois, a Seção de Etnias da Conferência Episcopal da Colômbia. Seu trabalho também esteve ligado aos primeiros processos de reflexão da teologia indígena na América Latina, incluindo sua participação no encontro de Melgar, na Colômbia, em 1968, considerado um marco fundador da pastoral indígena latino-americana.

Durante o Sínodo para a Amazônia, em 2019, o missionário recordou as palavras de sua mãe antes de partir para a América Latina: “Minha mãe me recomendou que eu quisesse muito bem àquele povo. Foi isso que me guiou durante esses 45 anos.” Ele repetia com frequência a frase que sintetizava sua missão: “O rio nos une... não nos divide”. Após servir também no Equador, na Venezuela e na República Democrática do Congo, retornou à Itália, onde passou seus últimos anos. Seu legado permanece nas comunidades indígenas que acompanhou e nos processos de etno-educação que impulsionou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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