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Ex-comandante que perdeu o filho em Gaza é o principal rival de Netanyahu na eleição em Israel

Atualizado em 11/10/2026 às 12:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, de 66 anos, tem aparecido nas pesquisas de intenção de voto para as eleições gerais de Israel como o principal adversário do Likud, legenda conservadora do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Em vários levantamentos, o partido figura em primeiro lugar. O pleito está marcado para o próximo dia 27.

Eisenkot é general reformado das Forças de Defesa de Israel (FDI) e foi chefe do Estado-Maior da corporação entre 2015 e 2019. Também foi deputado nacional e ministro sem pasta específica no governo de unidade montado por Netanyahu junto da oposição após os atentados do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, entre 2023 e 2024.

Um de seus filhos, o sargento-mestre Gal Meir Eisenkot, foi morto na guerra na Faixa de Gaza resultante dos atentados, em dezembro de 2023. Dois sobrinhos de Eisenkot também foram mortos no conflito. Ele fundou o Yashar em setembro de 2025 para concorrer na eleição geral deste ano.

Na campanha, Eisenkot tem feito ataques a Netanyahu, acusando o primeiro-ministro de ter ignorado alertas de que o Hamas planejava grandes ataques ao país antes do 7 de Outubro. Apontado como mais moderado do que o atual premiê, o candidato opositor tem desdenhado da solução de dois Estados para Israel e Palestina. Em entrevista ao Canal 12 de Israel, em maio de 2025, afirmou que sempre defendeu um Estado judeu, democrático, forte e poderoso, e que um Estado palestino não seria relevante após o 7 de Outubro.

Apesar das críticas a Netanyahu, Eisenkot também foi alvo de questionamentos por sua atuação no período em que liderou as FDI. Uma reportagem do jornal The Jerusalem Post de janeiro de 2019, quando ele deixou o comando do Estado-Maior, apontou que Eisenkot despertava desconfiança por sua abordagem em relação ao terrorismo. O então ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, disse em um encontro com a cúpula militar que tratou de um conflito com o Hamas em novembro de 2018 que às vezes tinha a impressão de estar ouvindo uma reunião da liderança do Peace Now, grupo pacifista israelense que defende a solução de dois Estados. Um funcionário do governo ouvido pelo Jerusalem Post em 2019 afirmou que Eisenkot era um oficial sério, mas que se esforçou muito para evitar uma escalada militar, mesmo quando parecia ser a solução correta.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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