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Ex-CEO do X revela a lição número 1 de Musk: “Não existe prazo, é tudo para agora”

Atualizado em 08/10/2026 às 10:50 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O patrimônio líquido de Elon Musk voltou a superar a marca de US$ 1 trilhão nesta semana. Poucas pessoas acompanharam tão de perto os fatores por trás de seu sucesso quanto Linda Yaccarino, veterana da indústria de mídia há 30 anos e escolhida como CEO do então Twitter em 2023, em meio à reconstrução da plataforma promovida por Musk.

Durante esse período, ela teve uma visão privilegiada da filosofia que orienta empresas como Tesla e SpaceX: agir rápido, repensar tudo e não esperar pelo amanhã. Em entrevista à Fortune, Yaccarino resumiu o que chama de lição número um de Musk. "O motivo pelo qual as empresas dele são únicas no que entregam é esse senso insaciável de urgência. Não existe prazo para um projeto ou para lançar um produto. É agora", afirmou.

Segundo ela, essa mentalidade muda completamente a forma de enfrentar desafios. Em vez de simplesmente trabalhar em direção a uma data de entrega, obriga as pessoas a reduzir um projeto aos seus elementos essenciais e descobrir o que realmente precisa acontecer para que funcione. "Muita gente fala em primeiros princípios, mas é exatamente isso que essa abordagem força você a fazer", acrescentou.

Yaccarino percebeu isso quase imediatamente. Quando chegou ao Twitter, a empresa atravessava mais uma fase de turbulência, incluindo a aposentadoria do icônico logotipo do pássaro azul e, posteriormente, sua transformação em X, tudo isso com apenas uma fração da equipe existente antes da chegada de Musk. Ao mesmo tempo, cresciam preocupações com desinformação, discurso de ódio e bots, questões que continuaram acompanhando a plataforma mesmo após sua saída, em 2025. Para ela, porém, a instabilidade fazia parte do atrativo, e os momentos mais difíceis da carreira podem acabar se revelando "um presente".

Antes de Musk, um erro burocrático marcou o início de sua trajetória. Estudante de telecomunicações na Universidade Penn State, conseguiu um estágio na NBC, mas, ao chegar para o primeiro dia, descobriu que a empresa não tinha qualquer registro dela. A NBC pediu que retornasse no dia seguinte e a colocou no departamento comercial, dando início a uma carreira de três décadas na mídia. Após se formar em 1985, subiu gradualmente de posição nas áreas de vendas e publicidade da Turner e da NBCUniversal. Em 2020, tornou-se presidente global de publicidade e parcerias da NBC, supervisionando cerca de US$ 13 bilhões em receita anual de anúncios.

Depois de dois anos à frente do X, deixou o cargo em julho de 2025 e assumiu o comando da eMed, startup de saúde avaliada em US$ 2 bilhões e especializada em telemedicina e tratamentos com medicamentos da classe GLP-1. À Geração Z, em um mercado de trabalho cada vez mais moldado pela inteligência artificial, ela recomenda desenvolver habilidades que diferenciem cada profissional. "Celebrem as competências que estão na interseção entre arte e ciência, entre magia e matemática, e não apenas aquilo que as ferramentas digitais oferecem", disse, destacando que capacidades humanas como empatia e tomada de decisão continuam fundamentais. "Conforto é complacência. E isso não vai tornar ninguém relevante na carreira nem na vida. Portanto, vá em direção ao desconforto."

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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