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EUA e Equador ampliam ofensiva conjunta contra narcotráfico no Pacífico

Atualizado em 05/09/2026 às 14:05 schedule 3 min de leitura visibility 12 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os Estados Unidos e o Equador ampliaram nos últimos dias as operações conjuntas contra o narcotráfico no Pacífico, com a interceptação e destruição de três embarcações que, segundo os dois governos, faziam parte da estrutura logística do cartel equatoriano Los Choneros. As ações ocorreram em 28 de agosto e nos dias 2 e 3 de setembro, em águas internacionais do Pacífico Oriental.

De acordo com o Comando Sul dos Estados Unidos, as embarcações funcionavam como pontos de reabastecimento para lanchas utilizadas pelo narcotráfico e davam apoio às operações do Los Choneros. Na ação mais recente, realizada na quinta-feira (3), militares americanos partiram do navio de assalto anfíbio USS San Antonio, abordaram o barco, retiraram os tripulantes e realizaram buscas antes de afundá-lo. Os ocupantes foram entregues às autoridades equatorianas. Procedimento semelhante havia sido executado no dia anterior, quando fuzileiros navais e marinheiros americanos interceptaram outra embarcação identificada como um posto flutuante de combustível usado pelo cartel.

O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul, afirmou que as forças estão tomando ações decisivas para desmantelar redes logísticas sofisticadas usadas por narcoterroristas para traficar drogas e espalhar violência pelo Hemisfério Ocidental. A primeira das três ações ocorreu em 28 de agosto, contra uma embarcação que já havia sido identificada anteriormente e estava associada a pessoas ou estruturas atingidas por sanções do Departamento do Tesouro americano.

As embarcações foram identificadas pela imprensa equatoriana como Los Tres Hermanos, Conquista II e OM2. Nesta sexta-feira (4), 28 tripulantes das duas últimas chegaram ao porto de Manta sob custódia das autoridades. Familiares e proprietários contestam a versão oficial e afirmam que os homens realizavam atividades pesqueiras. O ministro do Interior do Equador, John Reimberg, confirmou que a cooperação continuará e negou que as interceptações tenham ocorrido apenas com base em suspeitas iniciais. Segundo ele, as ações foram precedidas de investigações.

A sequência de operações marca uma nova etapa da parceria de segurança entre Washington e Quito. O governo do presidente Daniel Noboa vem ampliando desde o início do ano a cooperação militar com os Estados Unidos no combate a cartéis. Em março, militares dos dois países iniciaram operações conjuntas dentro do território equatoriano, e desde então Washington ampliou a presença de pessoal e equipamentos no país. As novas interceptações fazem parte da estratégia do Escudo das Américas, coalizão liderada pelos EUA para integrar ações de países da região contra organizações criminosas transnacionais. O objetivo, segundo o Comando Sul, é atacar não apenas carregamentos de drogas, mas também a estrutura de combustível, transporte e apoio que permite aos cartéis manter rotas marítimas de longa distância.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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