Estados Unidos enviam drones militares para combater o narcotráfico na América do Sul
O governo dos Estados Unidos começou a deslocar drones militares MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador nesta semana. O objetivo da movimentação é fortalecer a ofensiva contra cartéis de drogas e organizações criminosas que atuam na região. As aeronaves, que estavam anteriormente na África, são operadas remotamente e contam com tecnologia voltada para vigilância prolongada e precisão em missões de ataque.
O MQ-9 Reaper é uma aeronave de grande porte, com 11 metros de comprimento e envergadura de 20 metros — tamanho comparável ao de aviões comerciais pequenos. Carregado com combustível e equipamentos, pode pesar até 4,7 toneladas. Equipado com motor potente, alcança cerca de 370 km/h e voa a uma altitude de 15 quilômetros. O controle é feito integralmente à distância, por militares em estações terrestres, que operam sensores e imagens sem estar fisicamente a bordo.
No combate ao crime, a principal vantagem do Reaper é a capacidade de permanecer horas sobre uma mesma área sem ser notado. O aparelho utiliza câmeras de alta definição e sensores infravermelhos, capazes de detectar o calor de corpos ou motores e de enxergar alvos com clareza mesmo na escuridão total. Esses sistemas conseguem identificar e acompanhar em tempo real a movimentação de pessoas, carros e barcos suspeitos. As imagens e informações geográficas captadas do alto são enviadas imediatamente para equipes policiais e militares que atuam em solo ou no mar.
Apesar de o MQ-9 Reaper poder carregar quase duas toneladas de armamentos, como mísseis Hellfire e bombas guiadas por laser, não há confirmação oficial de que os aparelhos enviados à Colômbia e ao Equador tenham autorização imediata para disparar. O Comando Sul dos Estados Unidos indicou que Washington avalia a possibilidade de realizar ataques terrestres pontuais contra esconderijos e instalações logísticas de facções criminosas. Por enquanto, o foco declarado das missões na América do Sul é a vigilância estratégica e o rastreio de rotas.
A movimentação reflete uma mudança nas prioridades do Pentágono sob a gestão de Donald Trump, que colocou o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental como ponto central da defesa americana. A presença militar na região tem crescido de forma progressiva, incluindo o uso de caças e aeronaves de ataque em operações no Caribe, que resultaram em ações contra o tráfico marítimo e na captura do ditador Nicolás Maduro. Colômbia e Equador têm aprofundado a cooperação com Washington, utilizando drones americanos para resgatar sequestrados e capturar líderes criminosos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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